Novo Banco: falta de investimento na base da situação do Banco

13/07/2017 04:39 - Modificado em 13/07/2017 04:39
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Prosseguem as audições da CPI do Novo Banco. O ex-Presidente da  Comissão Executiva do Novo Banco, Carlos Moura a, foi ouvido e defendeu que foi um erro a extinção do Novo Banco e culpabiliza os accionistas, pedindo para que os mesmos possam justificar a falta de investimentos no Banco. A perspectiva que o dirigente expos à CPI é que o Banco teria sido viável caso não houvesse problemas de capital.

Carlos Moura exerceu o cargo de 2013 a 2016 e afirmou que “o capital inicial era de 300 mil contos e o plano de negócios descrevia que o reforço do capital deveria chegar até aos 900 mil contos”. Da sua análise “se tivessem sido cumpridas as realizações de capital, conforme ditava o plano de negócios, as coisas poderiam ter sido diferentes”.

Avançou que o problema de capital “bloqueou todo o desenvolvimento” do Novo Banco e que tudo indicava para a necessidade de investimentos. Adiantou ainda que, pessoalmente, procurou soluções, como exemplifica com o caso do Afriland First Bank dos Camarões. Um parceiro externo que pudesse ajudar no financiamento do Banco mas que tal “foi inviabilizado” pelos accionistas. Não entendendo a razão pela qual o negócio não andou para a frente.

Em termos de volume de negócio, afirma que o Banco tinha. “Quando cheguei tinha pouco mais de um milhão de contos de volume de negócios. Quando saí, deixei o Banco com cinco milhões de contos de volume de negócios. Tínhamos que andar ainda mais para ter a sustentabilidade”.

Para o ex-Presidente da Comissão Executiva do Novo Banco, na altura, por não haver capital, não poderia dar certas dimensões de crédito para aumentar a sua margem financeira e arcar os custos operacionais.

 

HD 

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