Época balnear: Laginha, o ponto de encontro 

12/07/2017 04:13 - Modificado em 12/07/2017 04:13
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A época balnear já começa a levar as pessoas para as praias. A praia da Laginha tem sido, nos últimos anos, uma das mais requisitadas. Pode-se denominar a “praia que nunca dorme”, isto pelo fluxo de pessoas que procura a praia para se refrescar do calor e a qualquer hora do dia. Durante a semana, preferivelmente na parte da tarde, regista-se um grande número de pessoas no local e, no fim-de-semana, está muito mais cheia.

A questão sempre presente nesta época é a questão da segurança nas praias. Em conversa com os nadadores-salvadores da Laginha, as perspectivas para esta estação balnear são boas, “desde que as pessoas sigam as regras e tomem cuidado na praia”. Como nos revela José Luís, nadador-salvador há cerca de vinte e três anos, esta época já registou alguns casos nas praias, passíveis de preocupação, mas que foram sanados.

Pessoas que sabem nadar, incluindo crianças, são um descanso para os nadadores.

“A nossa maior preocupação são as crianças. Os pais, às vezes, largam as crianças e ficam concentrados noutras coisas como o telemóvel, os livros, as conversas e não lhes dão muita atenção”. Este nadador-salvador acrescenta ainda que as crianças começam a andar na praia ou entram no mar sem supervisão e acabam por acontecer situações de perigo.

Sobre a Laginha, o sentimento é que “as pessoas estão familiarizadas com a praia”, o que representa um alívio. As placas de informação aplicadas recentemente no local são outro ponto positivo sublinhado, para evitar situações de risco.

Nadadores salva-vidas

Os nadadores afirmam que fazem o próprio trabalho de bom grado mas, para prestarem um melhor serviço, aspiram por melhorias nas condições de trabalho e pessoais. A questão do equipamento é uma das maiores reivindicações deste grupo de trabalhadores.

“Estamos satisfeitos, mas sentimos falta de alguns equipamentos porque não conseguimos apanhar pessoas somente com o corpo. Temos que ter materiais. E fazemos este trabalho porque gostamos, mas poderíamos ter mais motivação” e, colocado este ponto, espera-se que tudo corra bem durante esta época.

Uma das reclamações refere-se ao número insuficiente de pessoas para cobrir todas as praias e, neste aspecto particular, a praia da Laginha. A praia tem três torres de vigia e a principal, a que tem nadador-salvador, é a que fica no meio, isto porque goza de uma vista mais ampla. Neste sentido, o pedido é que possa haver pelo menos um em cada torre, principalmente no fim-de-semana. A questão é que precisamente no fim-de-semana, os nadadores-salvadores são enviados para outras praias fora da cidade para assegurarem cobertura.

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