Novo Banco: ex-PCA dos Correios ouvido

12/07/2017 04:06 - Modificado em 12/07/2017 04:06
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Continua a audição dos intervenientes no processo do Novo Banco. Os deputados ouviram o antigo PCA dos Correios de Cabo Verde,  Atelano , Correios que foram um dos parceiros do Governo na criação do Novo Banco. Como já foi sublinhado pelo Presidente da CPI, Manuel Inocêncio, irão auscultar todos os que poderão trazer luz ao processo de criação, gestão e extinção do Novo Banco.

Fonseca explica o que levou os Correios a participarem na criação do banco. Avança que foram convidados pelo Governo, com a convicção e confiança na seriedade dos que governam o país. Ainda sem a existência física do banco, os correios colocaram fé nos estudos de viabilidade para a criação do banco e no plano estratégico. “Vimos e confiámos, e entendemos que deveríamos participar não só para diversificar os serviços”, mas também para garantir a própria sobrevivência da empresa, como sublinha Fonseca.

Ainda expos à Comissão a questão do capital social do banco que era, a princípio, de cerca de um milhão de contos, mas que foi descendo até ser fixado em trezentos mil contos. Este facto foi imposto pela Banco Central devido à natureza do banco que, como foi publicitado, era para beneficiar as pequenas e médias empresas.

Essa própria natureza do banco, voltada para as micro e pequenas empresas, é refutada por Fonseca. “Tenho ouvido a mensagem que o Novo Banco era para o microcrédito, quando na verdade é assim”.

Avança que o Novo Banco tinha como foco as micro e pequenas empresas. No entanto, segundo os estatutos e os documentos, o banco poderia até “operar junto das grandes empresas”, pois nos estatutos não estava proibida a realização de operações junto de grandes empresas.

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