POST : Eu JMN  me confesso

11/07/2017 02:24 - Modificado em 11/07/2017 02:24

Num post na sua página  do FACEBOK  José Maria Neves faz um mea culpa , no que lhe toca , nos acontecimentos que emergiram das eleições presidenciais de 2011e faz revelações desconhecidas do público . Faz confissões .Pode ser um acto de contrição , mas fica-lhe bem .  Quando chega a hora de colher as sementes da intolerância  que plantamos  inevitavelmente  colhemos a intolerância . Também se plantamos discensos  colhemos discensos . Mas quando publicamente  se assume a nossa parte dos erros  mesmo que so erramos na premissa que “todos erram” isso deve ser assinalado  e valorado. Afinal a honra , a humildade  são valores a preservar nestes tempos  em  que a loucura escolhe formas cada vez mais audazes de se manifestar e manifesta-se ganhando o estatuto de norma e sobretudo de impunidade

Eduino Santos

Uma Outra Leitura

Agradeço, com humildade, ao Senhor Comentarista pela sua brilhante análise. Concluída a leitura, surpreendi-me a refletir sobre o exercício da liderança política em contextos difíceis e complexos como o que emergiu das Eleições Presidenciais de 2011. O PAICV delas saiu institucional e politicamente muito fragilizado. Tínhamos perdido o encanto que galvanizara o país, desde 2001. E eu saí dessas eleições, tenho a consciência disso, muito desgastado e dilacerado por dentro. Todos erramos, uns mais do que outros, somos humanos, mas assumo a responsabilidade política principal, já que era o líder do Partido.

Aristides Lima, Felisberto Vieira, Júlio Correia, Sidónio Monteiro, Arnaldo Andrade, Nuno Duarte, Fernando Moeda e tantos outros apoiantes da candidatura presidencial de Aristides Lima são meus camaradas, desde há muito tempo, e nutro por eles respeito e amizade, apesar das nossas diferenças. Fizemos juntos a oposição democrática, nos difíceis anos 90, ganhamos juntos as eleições, em 2001, e protagonizamos juntos o processo de transformação de Cabo Verde. Uns no Governo, outros no Partido, no Parlamento ou nas Autarquias Locais.

Após as eleições de 2011, pensando no Partido, muito dividido e fragilizado, e no país, propus a todos que enterrássemos o machado de guerra e empreendêssemos o caminho sincero da reconciliação interna, respeitando as nossas diferenças e a liberdade de dissenso que deve existir num partido político democrático. Tínhamos a responsabilidade de garantir a estabilidade governativa e a coesão do Partido e do Grupo Parlamentar era essencial.

Nessa linha, fizemos um Encontro Nacional de Quadros, para quebrar pedras e abrir caminhos de diálogo e de participação a todos, e, no Congresso de 2013, convidei Cristina Fontes Lima, Felisberto Vieira e Manuel Inocêncio Sousa para Vice-Presidentes, Júlio Correia para Secretário Geral, Aristides Lima para Presidente do Instituto para Democracia e Progresso e abri o Conselho Nacional e os restantes Órgãos do Partido ao concurso de todos. Era preciso reconstituir “o mínimo compartilhado”. Acredito piamente na nobreza da política e na possibilidade de trabalharmos juntos, respeitando o percurso de cada um, num quadro de liberdade de espírito, de tolerância, de diálogo e de compromissos.

Não fossem essas medidas, dificilmente teríamos condições de realizar as eleições presidenciais internas, em 2014. Após as eleições, todos assumimos os resultados e trabalhamos com sinceridade para a vitória do PAICV. E aproveito para defender a honra, ainda que não precisem desta minha defesa, a obra de todas fala por si, da Sara Lopes, Leonesa Fortes, Marisa Morais, Cristina Duarte e Cristina Fontes, pelo extraordinário contributo que deram ao PAICV e a Cabo Verde, durante todos esses anos.

Na minha opinião, o futuro do PAICV passa pelo contributo de todos, num ambiente de liberdade de dissenso e de tolerância; de respeito pelas minorias, pela diferença e pela liberdade de expressão.

Para mim, em política, nem tudo o que parece é. Como de resto em quase tudo, aqui também não estou de acordo com Salazar.

 

 

  1. anete Vital

    JMN é um cinico. Cofessou mas não sei quem o vai perdoar.

  2. jmn

    Descarado que trabalhou só para a sua ilha, esquecendo a minha querida ilha do Fogo e o pessoal de Chã das Caldeiras entre as outras ilhas.
    Roubos e mais roubos, casos de Fundo do Turismo e do Ambiente distribuido entre as organizações afectas ao PAICV, ilegais; patrocinio a campanha da ´´Cristy´´ ao BAD que nunca deu aos caboverdeanos nem a ideia de quanto custou; Barracas furadas em que nao responsabilizaram ninguem, o elefante da Casa para Todos que ainda nao sabemos quem vai pagar, TACV no lixo com arresto de avioes, entrega de avioes que quase tinham sido liquidados a divida para depois ir pedir novo prestamo para comprar mais 3, lembro-me que el colocou la o seu querido irmão sem nenhuma preparação,
    éeeee…..esse homem devia estar sendo julgado como tantos politicos na Corea do Sul, no Brasil, entre outras

  3. Police

    Agora so falta ao homem assumir que colocou os interesses da sua ilha natal acima do resto de Cabo Verde e que S. Vicente foi uma das suas principais vítimas. E nem será preciso virmos enumerar as tantas obras que mandou realizar na sua querida terrinha de Norte a Sul (com o dinheiro de todos os cabo-verdianos) e as empresas que foram fechadas em S. Vicente ou que viram as suas sedes transferidas para a Capital. No dia que ele admitir isso publicamente voto nele, nem que seja para lhe levantarem uma estátua no meio da Avenida Cidade d’Lisboa.

Os comentários estão fechados.

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