São Vicente contra o centralismo : A luta continua

10/07/2017 00:58 - Modificado em 10/07/2017 09:20
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A menos de uma semana da realização da manifestação do dia 5 de Julho em que a população da ilha de São Vicente saiu à rua para protestar contra o centralismo do Governo e pedir uma atenção para a ilha, tem-se registado um feedback positivo. O número de pessoas que participaram na manifestação deixou os promotores  satisfeitos. Os números foram sublinhados como a força da ilha e de união em torno de um mesmo objectivo: o do desenvolvimento da ilha.

Nos dias que antecederam a realização da manifestação, o Primeiro-ministro de visita à ilha tinha anunciado vários investimentos para a ilha de São Vicente. Facto que foi interpretado de várias maneiras: como uma forma de aclamar a manifestação e também de uma real intenção do Governo de dar uma atenção à ilha.

Cerca de uma semana depois, a atenção da população continua activa, principalmente nas redes sociais, com comentários sobre o assunto e uma análise da manifestação e ainda pedidos de atenção para as outras ilhas, que não seja apenas a capital. Atitude que os cidadãos não querem perder, relembrando movimentos anteriores em São Vicente que manifestaram e acabaram por cair no esquecimento. O desejo é que a atitude demonstrada de defesa da ilha e do seu desenvolvimento não possa cair no esquecimento e que se possa manter.

“Nunca tinha visto antes um movimento de defesa da ilha como aconteceu na semana passada. E o importante é não parar porque não sabemos ainda o que vai acontecer”, diz Valter Cruz. Ele diz que fez questão de marcar presença na manifestação. Sublinha que estas manifestações são importantes para demonstrar a vontade das pessoas. A mesma atitude teve Cláudia Alves que deu a sua participação no dia. As preocupações de um são preocupações de todos, como diz e, neste sentido, adianta que “vale a pena lutar pela ilha”.

A questão agora é saber se as preocupações da população serão as mesmas do Governo ou, para quando o Governo vai tomar as atitudes pedidas pela população. Numa análise política, Stefan Delgado diz que o Governo tem de fazer alguma coisa, nem que seja apenas para amenizar o descontentamento das pessoas, “com medo das eleições que vão acontecer mais cedo ou mais tarde”.

À dúvida de para quando serão as soluções, Anderson Monteiro manifesta alguma preocupação pelo facto que “a política faz algumas coisas para conformar as pessoas e depois tudo continua na mesma”. Para este cidadão, a força demonstrada pelas pessoas na manifestação é algo que os políticos não podem ignorar já que, como diz, quando o assunto é o bem-estar das pessoas, a cor política não interessa.

Estes entrevistados que o NN contactou para saber mais sobre as motivações pessoais da manifestação e das perspectivas, dizem que o movimento que se criou não pode parar. E que o Governo deve começar a ver a ilha noutra óptica com “menos promessas e mais atitudes”.

Stefan Delgado diz que as pessoas já estão cansadas de esperar, quando a ilha cai dia após dia e, com este facto em mente, diz que ninguém se vai cansar de protestar ou de exigir igualdade para as ilhas, quando a situação para as pessoas não é satisfatória, referindo a questão do desemprego elevado em São Vicente, entre outros aspectos.

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