Sessão comemorativa do 5 de Julho: entre o estado da Nação e a comemoração da data

5/07/2017 16:14 - Modificado em 5/07/2017 16:14
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A Assembleia Nacional reuniu-se em sessão comemorativa do 5 de Julho, Dia da Independência Nacional. Os partidos com assento parlamentar, o presidente da Republica e da Assembleia Nacional usaram da palavra durante a sessão. Ficou sublinhado nos discursos a importância do dia para o país, e os benefícios que a independência trouxe para o país. Apenas, diferenciado no quadro atual e futuro do país.

“Apesar dos grandes avanços continuámos a ter problemas a enfrentar e resolver”, como sintetizou o Presidente da Republica, Jorge Carlos Fonseca. Contudo sublinha que as presentes previsões na área económica são positivas, e que se vive no país com uma tranquilidade social e politica, apesar do ano de 2016 ser marcado pelas eleições, que levou a mudança do partido no poder.

“Contudo não podemos ignorar os níveis de ansiedade decorrentes da necessidade que passam parcelas importante da população, devido ao desemprego e falta de rendimento que pode contribuir para instabilidade e a insegurança que preocupa as cidades do país”.

E para Jorge  Carlos Fonseca é consciente da dificuldade de resolver todos os problemas em simultâneo, e também, que o atraso na resolução dos problemas aumenta a ansiedade e a descrença. E sublinhando que estes aspetos são desnecessários ao desenvolvimento.

E propõe uma forma de acalmar a ansiedade, uma comunicação efetiva dos que estão no poder com a população. “A assunção de responsabilidade tem alguma pertinência, e o diálogo com as pessoas, e somente esta via permite a introdução de correção nos processos.

“Se as pessoas compreendem as razões reduzem os níveis de ansiedade. Deve e são parte da solução, intensificar comunicação com as camadas com mais necessidade”.

Intervenções dos partidos

Os partidos políticos focaram em áreas que os preocupa fornecendo a visão que tem do país atualmente, e o que se pode fazer para incrementar o desenvolvimento de Cabo Verde.

Dora Pires da UCID foi a primeira a usar o púlpito. Na sua comunicação, e numa avaliação dos quarenta e dois anos da independência de Cabo Verde, reconhece os benéficos e o contributo do povo de Cabo Verde para que o país pudesse estar qualificado como um país viável, credível e reconhecido, buscando também os louros da UCID neste processo.

“A regionalização do país é incontornável para o desenvolvimento. Precisamos aprimorar o debate interno sobre todas as questões e deve acontecer entre a sociedade civil e o poder politica”, como sublinha. E defendeu em nome do partido uma regionalização que descrimina de forma positiva cada ilha, eliminando as assimetrias, e assim romper o centralismo instalado, e procurar formas de gestão que dê satisfação a todas as ilhas.

E a deputada mencionou a manifestação ocorrida em São Vicente. “O povo saiu a rua para fazer ouvir a sua voz e esperamos que o grito faça eco, e que o governo não deixe cair em saco roto a energia demostrada”.

Já para a líder do PAICV, que traçou um quadro atual do país, e da necessidade de “combater alguns sinais preocupantes desde de março (ultimas eleições legislativas). E fala de uma infraestruturação do país, sob responsabilidade dos governos anteriores. E, neste momento assiste “atropelos a prática democrática”.

“Foi prometida a felicidade aos cabo-verdianos pela via do aumento dos rendimentos e hoje é facto assente que as famílias estão mais pobres. Já não se fala em habitação condigna, taxa zero por cento para micro empresas, tolerância zero na segurança, e uma série de prioridade”. E nomeia alguns sectores, como a cultura, que tem preocupado o partido

E para Janira Hoffer Almada no momento vive-se um “desapontamento politico”, e neste sentido volta a questão da democracia, e pede respeito pelos compromissos eleitorais, que não visão do PAICV não tem acontecido.

O líder da bancada do MpD, Rui Figueiredo, que foi o último a falar dos três partidos políticos, pediu que alguns assuntos fossem deixados para serem debatidos no debate do estado da nação.

“Quarenta e dois anos depois, novos desafios e o maior o crescimento económico sustentando destinado a proporcionar bem-estar a todos os cabo-verdianos. E, continuar na mesma senda de reformas já assentes por este governo, e com largo entendimento pelo nosso sucesso”. E para o MpD a nação, atualmente, respira mais democracia, liberdade e confiança no futuro do desenvolvimento do país.

“Saudamos na celebração desta data o sucesso de Cabo Verde e oferecer as gerações futuras um futuro mais justo e mais confiante”, como finalizou Rui Figueiredo.

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