Ultramarina humilha Mindelense : “ Se os ULTRA não tivessem escondido as chaves do estádio estavam na final”

3/07/2017 01:28 - Modificado em 3/07/2017 01:28

 Após a muita confusão em torno do jogo da primeira mão das meias-finais em São Nicolau, o Mindelense jogou sob protesto a segunda mão e não teve capacidades em casa para travar a fúria dos “Ultras” de São Nicolau, perdendo por duas bolas sem resposta. Quando no futebol português as equipas falam na ajuda de bruxos para conseguir ganhar títulos , o  Mindelense não  precisa de nada disso por que os  seus adversários encarregam-se de fazer  mal a si mesmo. Primeiro foi Associação Académica do Mindelo que no Regional de São Vicente  ao jogar com um jogar mal inscrito  deu na secretaria o titulo de campeão regional ao Mindelense  que aproveitou de um recurso do Derby . Agora foi a Ultramarina  que ao  “alinhar no desaparecimento  das chaves do campo “ no jogou o jogo da primeira mão em casa e arrisca-se a sofrer na secretaria um derrota de 3-0  dando a  final ao Mindelense . Isto por que quem assistiu ao jogo Mindelense / Ultramarina  ficou convencido que a equipa do Tarrafal é superior ao tetra campeão nacional  e acredita que os Leões não teriam ganho em S.Nicolau jogando como jogaram no Adérito Sena  . E como desabafou um adepto do Mindelnse “ se  a Ultramarina não tivesse escondido as chaves  estavam na final  por que são superiores “

Os tetracampeões nacionais jogaram este jogo sob protesto alegando que quando a prova é por eliminação realizada a duas mãos e, se num dos jogos houver qualquer motivo que origine a possibilidade de derrota, a equipa penalizada é automaticamente desclassificada. Sendo assim, os encarnados do Mindelo colocam mais uma acha ao caso que já se vem arrastando há precisamente uma semana.

A verdade é que no jogo que interessa, jogado dentro das quatro linhas, a Ultramarina foi de longe a melhor equipa durante os noventa minutos regulamentares e mais os descontos. A Ultramarina veio com a lição bem estudada e adiantou-se no marcador logo aos doze minutos de jogo por intermédio de Patchik, que após uma boa jogada colectiva da equipa contou com a assistência de Leonildo para encostar para o sétimo golo da sua conta pessoal neste nacional.

O médio-centro Bada que outrora representou a “Micá” do Mindelo distribuía magia no meio campo, isto face à muita passividade dos comandados de Rui Alberto Leite que viram este jogador construir e rematar por duas vezes à baliza de Piduca, tudo a seu belo prazer, com um Mindelense irreconhecível em campo. A Ultramarina ainda deu um sinal aos encarnados quando Bada, cheio de intenções, visou a baliza de Piduca mas este não quis ficar para trás na fotografia e com uma palmada atirou para a barra da sua baliza saindo fora das quatro linhas. Bada deu sinal e foi já em cima do intervalo, quando Djassa também ele ex-Mindelense encontrou as chaves para aumentar a vantagem no marcador para 0-2.

Quem parece que não gostou dos festejos do 10 dos “Ultras”, foi o árbitro do encontro Manuel Timas que deu ordem de expulsão para este jogador, levando ao descontentamento dos adeptos da Ilha de Chiquinho que ainda faziam a festa nas bancadas em pleno Adérito Sena. Facto curioso é que durante a primeira parte, o Mindelense não efectuou nenhum remate à baliza de Nhá, tendo somente uma hipótese para isso quando o mesmo Nhá vislumbrou com a bola nos pés e, no seu encalço apareceu Latche que, todavia, não conseguiu dar melhor seguimento ao lance.

Com os ânimos exaltados de ambas as partes, o apito do árbitro soou e colocou fim ao primeiro capítulo do jogo. Na segunda parte, com menos um jogador em campo, os homens da Ultramarina defenderam os últimos trinta metros nos primeiros dez minutos, mas de nada serviu a pressão dos tetracampeões nacionais. Quem esteve mais perto do 0-3 foi Bada, sem dúvidas o homem do jogo, que com um remate fortíssimo e colocado viu a bola cheirar a trave da baliza de Piduca. O Mindelense ainda tentou esboçar uma reacção mas de nada serviram os remates sem perigo efectuados pelos avançados da rua de Praia. A Ultramarina mostrou muita raça, ambição e querer vencer. Por seu lado, parece que os problemas enfrentados pelo Mindelense fizeram mossa neste jogo.

  1. O Mindelense não merece estar na final é muito fracote e sem garras. Apanhou boleia sob proteste do Derby,aproveitando da descida da Academica do Mindelo que era o virtual Campião Regional de S.Vicente tendo em conta que apresentou melhor futebol na Ilha, mais golos marcados, defesa menos batida e melhor ataque. O mindelense veio apanhar boleia novamente com a decisão da F.C.F perante a Ultramarina. Acho quem deveria estar no final era a equipa de S.Nicolau isto é por mérito.

  2. Carlos Tavares

    Meus amigos, sejamos coerentes e sinceros a equipa do Mindelense entrou em campo desmotivado pelo processo disciplinar em curso.
    A minha interrogação é: Como foi possivel a FCF autorizar um jogo de futebol ao mesmo tempo a decorrerem um processo disciplinar com um dos visados? Incompetencia pura…

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.