Adir Cruz: “Todos estão tranquilos e preparados para o jogo”

1/07/2017 00:04 - Modificado em 1/07/2017 00:04
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A Ultramarina tem encontro marcado com o Mindelense, este domingo, no Adérito Sena, para a disputa do jogo relativamente à segunda mão das meias-finais, isto numa altura em que o Concelho de Disciplina da FCF decidiu aplicar uma derrota de 0-3 à Ultramarina no jogo da primeira mão. Numa breve análise para o jogo da segunda mão, falámos com Adir Cruz, jogador que representou por sete épocas o adversário deste domingo, com quem diz guardar somente boas recordações, mas quer ajudar a sua equipa a vencer.

A equipa da Ultramarina já está em São Vicente desde quarta-feira 28 a preparar o encontro da segunda mão frente ao Mindelense, no Adérito Sena. E foi já no Mindelo que nesta sexta-feira ficou a saber da decisão proferida pelo CD da FCF, o que altera o rumo das coisas nesta eliminatória, estando agora a equipa com três golos de desvantagem em relação aos da casa. No seio da equipa campeã regional da Ilha de Chiquinho moram alguns jogadores que outrora representaram o Mindelense, como é o caso de Djassa, Patchik e Adir mas, este último, deixou um legado rico para trás, pois ao serviço do Mindelense na prova maior do futebol em Cabo Verde, venceu de forma consecutiva por quatro vezes o troféu, o último, precisamente, na época passada quando decidiu abandonar o futebol.

Oito meses depois, eis que aparece Adir de novo na maior prova do futebol em Cabo Verde e com as cores da Ultramarina, que este domingo tem encontro marcado frente à equipa anterior. Mesmo não estando na plenitude das suas condições físicas, o extremo garante que está a fazer todos os possíveis para estar bem até à hora do jogo. Sobre o jogo em si e este regresso a um estádio onde foi muito feliz, o camisola 14 dos “Ultras” refere que vai encará-lo com naturalidade, apesar de o considerar um jogo que vai ser cheio de “emoções”. A mistura é diferente de todos os outros até aqui disputados pela Ultramarina, “porque vai ser contra a minha antiga equipa, onde fui muito feliz e só tenho recordações boas”, assegura.

A Ultramarina fechou a fase de grupos com bons números e foi de longe a equipa que praticou o melhor futebol do Grupo A, com muita posse de bola mas, desta feita, vai ter pela frente uma equipa poderosa neste aspecto e que entra em campo sabendo que tem de marcar pelo menos três golos para igualar a eliminatória. Para Adir, a sua equipa não sabe jogar de outra forma. “A Ultramarina não tem outra forma de jogar e vamos jogar como temos vindo a fazer sabendo que vamos jogar contra os tetracampeões de CV e também sabendo que eles vão estar na frente do seu público, mas com as nossas armas, vamos fazer de tudo para conseguirmos um bom resultado”, acrescenta Dica.

Adir conhece bem o adversário e o treinador, por isso, sabe de antemão algumas das estratégias de jogo mais utilizadas por Rui Alberto Leite. O atleta vê isso como uma vantagem mas sustenta que, no futebol, o resultado é sempre imprevisível e afirma, uma vez mais, que a sua equipa tem a sua estratégia para o jogo.

A fase vivida pelos jogadores neste momento em torno da polémica pode afectar o nível emocional dos atletas mas, como indica Adir, o estado de espírito está bom no seio de todo o pessoal. “Todos estão tranquilos e preparados para o jogo”, concluiu.

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