Vaticano – Número 3 do Vaticano é acusado de ter abusado de menores na Austrália

29/06/2017 16:56 - Modificado em 30/06/2017 14:27
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O cardeal George Pell, que dirige a Secretaria da Economia do Vaticano e é a terceira figura mais importante da estrutura, foi esta quinta-feira acusado de crimes de abuso sexual de menores na Austrália e intimado a comparecer em tribunal dentro de dias, anunciou a polícia.

Para responder às acusações da justiça australiana, o cardeal já anunciou que vai tirar uma licença para regressar ao país. Uma ausência autorizada pelo próprio Papa Francisco, com quem falou antes de anunciar a decisão aos jornalistas. Em conferência de imprensa, Pell garante que está inocente e que vai ter oportunidade de prová-lo em tribunal. O Vaticano também já fez uma declaração mantendo o apoio ao seu cardeal.

George Pell, o principal conselheiro financeiro do papa Francisco e o mais alto representante da Igreja católica na Austrália, é o mais alto membro do Vaticano a ser formalmente indiciado por crimes relacionados com abuso sexual de menores. O cardeal — que foi interrogado, em Roma, pela polícia australiana devido às acusações de pedofilia, as quais tem repetidamente negado — foi intimado a comparecer no tribunal de primeira instância de Melbourne, a 18 de julho.

O comissário-adjunto da polícia do estado de Victoria, Shane Patton, afirmou que Pell enfrenta múltiplas acusações relativas a crimes sexuais e que existem muitas denúncias relacionadas, mas não facultou pormenores sobre as alegações.

“É importante sublinhar que nenhuma das alegações contra o cardeal Pell foi ainda comprovada em tribunal”, realçou o comissário-adjunto da polícia aos jornalistas. “O cardeal Pell, como qualquer outro réu, tem direito ao devido processo”.

Este caso é um novo e duro golpe para o papa Francisco, cuja promessa de “tolerância zero” aos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja católica tem prejudicado a sua credibilidade.

As acusações contra o cardeal Pell surgiram no final de uma longa investigação sobre a resposta de instituições na Austrália a abusos sexuais contra menores, exigida em 2012 pelo Governo de Camberra que estabeleceu uma comissão para o efeito.

Em entrevista ao Observador, em maio de 2017, o cardeal negou todas as suspeitas de que era alvo e afirmou: “Se eu me visse como um verdadeiro embaraço para o Papa, parava amanhã”.

Fonte: O Observador

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