O  “Caizim” continua a cheirar mal e a ser retrete

27/06/2017 06:06 - Modificado em 27/06/2017 06:52

A área atrás do Mercado de Peixe em São Vicente é considerada uma zona histórica, com o conhecido nome de “Caizim”.  Local que  no século passado  recebia os dejectos das casas do centro da cidade que não estavam ligadas a rede de esgoto  e outros usavam como retrete ao ar livre . Por isso “Cazim” passou a ser sinónimo   de …. Mau cheiro

O Mercado de Peixe, assim como a área circundante, é bastante frequentado tanto pelas pessoas que trabalham no local, como por visitantes e turistas.

A mesma área, apesar de histórica e visitada, não é um dos locais mais aprazíveis da cidade. O cheiro devido a restos de peixe lançados no mar pelos tratadores de peixe do mercado cria um cenário não muito bonito, sem falar quando a maré está rasa e os restos ficam à mercê do sol, o que aumenta o odor.

A intenção é que os restos vão para o mar, mas o tubo que leva os restos não é longo, o que faz com que caiam ainda nas pedras. E esta é uma das medidas que poderiam ser tomadas, como diz Jorge Delgado, que estava de visita ao local: “Penso que um tubo mais longo ou dentro do mar iria melhorar porque os restos dos peixes iriam logo para o mar o que evitava o mau cheiro”.

É uma zona de comercialização de peixe, por isso, é normal o cheiro. A questão é quando se ultrapassa os limites, como diz Fernando Dias: “É uma zona bonita com boa vista mas é difícil ficar aqui quando o cheiro é forte”. E completa ainda dizendo que o sistema precisa de ser revisto.

Não são só restos dos peixes que fazem da zona um lugar delicado. A área que vai do “caizim” até perto do cais da Enacol tem sido usada diariamente como casa de banho. Local que muitos, seja de noite seja de dia, utilizam para fazerem as  necessidades fisiológicas o que complica a situação do cheiro e do aspecto higiénico.

Apesar da utilização do espaço como casa de banho, existe uma casa de banho pública ao lado do Mercado de Peixe. A casa de banho está aberta de manhã à tarde. A utilização da casa de banho é possível mediante o pagamento de dez escudos, para o pagamento do papel higiénico utilizado. Apesar deste espaço à disposição, muitos ainda preferem fazer ao ar livre.

O espaço é nobre e está sob a alçada da edilidade, à qual foram remetidas perguntas sobre a preocupação do espaço por parte da Câmara e os projectos para disciplinar o local e tornar a área um local limpo e higiénico para poder receber visitantes.

  1. Cândida Leite

    Com a mania de roubar tudo, se não fosse o mau cheiro o Caizim jà tinha mudado de ilha. Dito isto, não quero dizer que concordo com o que se passa mas quero sobressair mais um desmazelo da Câmara Municipal a quem compete tratar da higiene da cidade.
    Para quando um verdadeiro Edil dedicado ao seu burgo?

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