ICCA defende punição severa para os crimes de violação sexual a menores

23/06/2017 01:07 - Modificado em 23/06/2017 01:07

 A coordenadora do ICCA , Instituto Cabo-verdiano da criança e do adolescente,  no Sal defendeu uma  punição severa para os crimes de violação sexual a menores, durante apresentação do estudo diagnóstico sobre o “Perfil dos condenados por crimes sexuais contra menores: Conhecer para melhor Intervir”.

“Este é um crime na qual a luta pela punição deve ser célere e severa. Que o combate pela sua erradicação seja constante contando com a união e participação de todos”, defendeu Queila Soares.

Segundo a responsável, a violação, o abuso sexual contra menores, continua a ser uma problemática que vem merecendo extrema atenção dos agentes de intervenção da área, não pelo facto de existir “mais casos” em relação a outros tipos de violação dos direitos da criança, mas por ser uma das piores formas de violação dos direitos da criança.

“Levam uma criança a vivenciar experiências de forma forçada, desconhecidas, estranhas, dolorosas e traumáticas quando aproveitam da sua vulnerabilidade e imaturidade para obter prazer sexual”, censurou.

Queila Soares faz fé que as informações constantes do estudo venham trazer luzes com vista a prevenir e combater a situação de abuso sexual contra menores no país.

Fonte ; Inforpress

 

  1. Andrea Fortes

    [Mais parece um disco riscado mas não resisto a tentação de tornar a envia-lo de novo pois este tema, infelizmente, não perdeu a sua actualidade]
    Crianças sao flores da revolução”. Maldita a hora que esta frase foi formulada. E os homens, nao esquecer tambem as mulheres, estonteadas com os slogans ilusórios da revolução perderam todo o controlo sobre o seu desejo sexual.
    Milhões foram investidos em campanhas de consciencialização sobre uma reprodução responsável, milhões foram investidos em artigos anti conceptivos, dinheiro perdido, tempo perdido.
    A libido incontrolavel e indomavel falou mais alto. A cabeça deixou de funcionar, a noção de responsabilidade desapareceu e o resultado está à vista de todos.
    Uma paternidade irresponsável, crianças trazendo ao colo crianças, miséria alargada e o pior ainda essa explosão duma população jovem e sem nenhuma perspectiva vai funcionar como uma bomba atómica debaixo desta sociedade.
    Crianças que na verdade deveriam ser umas flores e como tais tratadas, pois nao pediram para vir para este mundo, foram finalmente as maiores vitimas da revolução.

  2. arsénio de pina

    Há muito anos, na pos-independência em que resolveram modificar as idades para crimes sexuais, mudando para doze anos o limite para crime público (quando antes era de dezasseis anos), e semi público entre 12 e 16 anos (antes de de 16 a 18 anos) e a maioridade feminina para 16 anos, eu e o Dr Pedro do Rosário reunimo-nos com elementos da OMCV e do tribunal a tentar concencê-los da gravidade da situação. Resultado: nulo. Publicámos o nossa posição em artigo no Voz Di Povo; resultado: nenhum. Não admira pois que as coisas se tenham complicado com essas mudanças feitas à medida da defesa dos interesses ilegítimos dos homens, comprando alguns, como cheguei a escrever, a bodes das nossas achadas.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.