Administração pública: “Servidores, às vezes, não têm noção de tempo”

23/06/2017 01:02 - Modificado em 23/06/2017 01:02

O Ministro das Finanças e da Tutela da Pasta da Administração Pública, Olavo Correia, presidiu à abertura do Workshop “Administração Pública centrada no Cidadão e Empresas”. Workshop enquadrado nas comemorações do Dia da Função Pública Africana e com o objectivo de encorajar os actores governamentais e não-governamentais a promoverem espaços de reflexão sobre o desenvolvimento, a boa governação e a promoção do Estado de Direito e Democrático em África.

No discurso de abertura do Ministro, a atenção esteve voltada para a administração pública nacional, sobre a visão e os constrangimentos. E o que intriga o Ministro é o facto das “pessoas não terem noção do tempo”.

Das críticas à administração pública, a mais relevante tem sido a questão da burocracia ou, como Olavo Correia sublinha, o facto que às pessoas, na resolução dos seus problemas, seja pedido que voltem noutro dia. “Se vier hoje ou amanhã é a mesma cosia, se vier daqui a um mês é a mesma coisa”. E, num puxão de orelhas aos servidores públicos, diz que “não sabem que estão a transferir para a sociedade e para as empresas um custo financeiro e de oportunidades”.

Traça ainda um quadro onde subiste a rigidez das estruturas da administração pública, burocracia não favorável à inovação.

A administração pública é um dos sectores com elevado custo para o Estado. Neste sentido, pede maior retorno e fala da necessidade de um serviço público consciente da sua missão, na meritocracia, na gestão e no desenvolvimento dos recursos humanos e na promoção da boa governação e comportamento ético e transparente.

“A administração existe para servir as famílias, as empresas e as pessoas. Existe não para exibir poder. Não pode ser uma fonte de exibição de poder, porque é servir”, conclui.

  1. Manuel

    Como todo o respeito, o chefe descobriu a água potável.

  2. Lizito

    Um dos serviços do estado com mais problemas de atendimento é o próprio Ministério das Fiananças. Imagine passa semanas e até meses para responder a dossiers tão simples. Os funcionários nunca estão disponíveis para atender o publico /utentes, principalmente o pessoal dirigente. Lá por serem Directoras Nacionais pensam que não devem lidar com o povinho. A relação entre o Ministerio das Finanças e os ourtos ministerios é pessima. Não há coordenação entre os diversos serviços que constituem o Ministerio das Finanças

  3. Dimerca

    Oxala que seja o principio da consciencialização a todos que por detras do balcão ou carteira reconheçam que estao ali ocupando um lugar porque existe um publico, que paga a esse funcionario, para ser servido. Aqui nos States temos um exemplo clarissimo ao visitar o nosso consulado. Os funcionarios ficam de cara na carteira fazendo-se ocupadissimos com a cara no papel, que nada diz, dez minutos depois reconhecem que existe alguem a procura de serviço, mui vagarosamente mexem-se da cadeira e lentamente com cara de poucos amigos perguntam. Cuze bu cre? Depois é ” o bem manhã o na proximo simama, pamodi consul sta ocupado. E para bradar aos ceus. Mas que fazer!

  4. JOAO

    Há mais de um mês que ninguém consegue um pedido de passaporte em São Vicente. O utente chega, a resposta é que não há sistema, vem amanhã. No seguinte a resposta é a mesma.

  5. Imigrante

    Depois dizem: Cau verdi sta diantado!

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