Faleceu no Mindelo a artista plástica Luísa Queirós

22/06/2017 16:35 - Modificado em 22/06/2017 16:35

Luísa Queirós faleceu hoje no Mindelo Luísa Queirós, artista plástica, e fundadora da Cooperativa Resistência e impulsionadora do Centro Nacional de Artesanato. A artista era natural de Lisboa, mas, desde de 1975 que fez do Mindelo a sua casa. E deixou sua marca uma artista, e a sua passagem deixa a arte cabo-verdiana mais pobre.

Junto com Manuel Figueira e Bela Duarte deu início a um dos projetos mais significativos para Cabo Verde, numa época difícil, com o país recém-independente. Através de Manuel Figueira teve contacto com Cabo Verde, com o qual veio a conhecer o país, com muita esperança, utopia e certeza de que podíamos ajudar”, como avançou em uma entrevista ao site Buala.

“Ao chegar aqui envolvi-me completamente nos problemas do povo cabo-verdiano. E aí começou a nossa outra luta que era fazer com que a cultura cabo-verdiana tivesse visibilidade e projeção, tudo o que fosse arte popular, tradicional, revitalizar o que estava a morrer, passar a noção de que era um povo capaz, a par com o nosso percurso pessoal como pintores pioneiros”, como relembra. E o projeto da cooperativa passava por criar artesãos, dar formação e fazer o levantamento de peças e técnicas, além de formar novos artistas.

A arte de Luísa são caracterizadas pelos seus trações, e quadros são cheios de cor e vida. E apropria que afirmou que poderia começar um trabalho com uma cor, e de repente já estava tudo com outras tonalidades.

A morte leva Luísa Queirós mas deixa sua obra, e o legado e a luta pela emancipação do povo através da arte.

Em retrospetiva, Luísa Queirós conclui em 1964 o Curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa. Em 1964/1977 lecionou Educação Visual em Lisboa e S. Vicente. E em 1976 participa na criação da Cooperativa Resistência onde inicia a sua atividade como tecelã. E em 1978 participou na criação do Centro Nacional de Artesanato onde lecionou tecelagem, tapeçaria e batique.

 

 

 

 

 

  1. arsénio de pina

    Perda dificilmente reparável de S. Vicente pela sua dádiva ao nosso país e seu também por adopção. Sentidas condolências à família e colaboradores, da minha parte e minha mulher

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