Crime passional  :  “Vá em paz Cidlene. É um absurdo, tamanha violência neste país”

20/06/2017 02:12 - Modificado em 20/06/2017 09:45

Após o  assassinato de Cidlene Lopes, familiares e amigos da jovem usaram a rede social para prestarem a homenagem à jovem e mostrarem-se revoltados com o crime. Mas a pergunta que muitos deixam é: e agora, os filhos?

Segundo os textos das mensagens, ela preparava-se para ter o terceiro filho. “Muito triste, muito mesmo. Deus conforte todas as pessoas que conviviam com ela e estão sofrendo esta perda, além de que ela carregava outro ser dentro de si”.

Na página da vítima são deixadas muitas mensagens de consolo à família para além dos comentários que mostram a indignação de quem não aceita  o acto que  consideram macabro.

Uma amiga afirma que nada justifica tal acto: “Acabou o amor, as pessoas não se amam. Pedimos a Deus que nos ajude nesta hora difícil e que as suas crianças não cresçam com este fardo pesado”, desabafou.

“Inacreditável, vá em paz Cidlene. É um absurdo, tamanha violência neste país. Às vezes pergunto-me qual o rumo que as coisas vão, onde é que vamos parar? Não queria acreditar quando recebi esta notícia… Eu estou chocado! Desejo muita força para toda a família num momento como este. Sei o quanto é difícil”.

Noutro post, um homem diz: “Isso chama-se depressão, em vez de tirar a vida de alguém deveria ter procurado ajuda. Uma menina linda que morreu sem se poder defender”.

  1. Salazar

    Quando o mal acontece, apontam sempre o dedo ao Homem. Não querendo justificar o injustificável, há que analisar os contornos de cada caso. As mulheres Caboverdeanas tendem a brincar com os sentimentos dos Homens, levando alguns ao limite da sua tolerância, acabando por na maioria dos casos, perder a noção do certo e do errado, resultando quase sempre em tragédias. Há haver uma investigação aprofundada ou um estudo de caso, irão chegar a conclusão que a maioria destes crimes são motivadas pela troca de um parceiro pelo outro ou por traições, que numa outra sociedade seriam recriminadas. A presença do DNA machista em todos os homens CV, levam com que estes tendem a amealhar o máximo de parceiras disponíveis que conseguirem, mas não aceitam de forma alguma serem substituídos. Apontamos o dedo ao homem, mas a culpa é de todos nos, da nossa mentalidade criola.

  2. nita

    então queres dizer que a culpa é dela sr salazar? então nós as mulheres não temos o direito de deixar de gostar do nosso parceiro e passar a amar outra pessoa é só voçes os homens que tem esse direito? nada justufica o ato. somos sere humanos temos direitos a nossas escolhas ninguem é dono de ninguem. o machismo que existe nos homens não é culpa de nós as mulheres, é a mentalidade machista que deve acabar e não nós as mulheres é que tem que sbmeter a ingonoraçia dos homens machistas. minhas condolencias as familias.

  3. Robin

    Amor? Qual amor? Não se iludem, homens e mulheres caboverdianas. O amor no seu verdadeiro sentido acabou, já não existe. Essa coisa de dizer “eu amo-o” ou “eu amo-a” tornou-se nesta nossa sociedade, uma força de expressão. Porque na realidade não há amor. O suposto amor de hoje, num repente, transforma-se em ódio, em morte macabra, em dor e em sofrimento. Torna-se numa necessidade doentia de destruir o outro, de aniaquila-lo e de o fazer sofrer o mais possível. As palavras bonitas, as juras de amor, são apenas o fio fragil de passagem para o horror. Caboverdianos e caboverdianas: o amor se transformou numa arma mortal, por isso, não acreditem nesta utopia do amor porque podem simplesmente morrer. O amor já não existe. Morreu há muito tempo nessas ilhas solarentas marcadas por um individualismo exacerbado e uma hipocrisia doentia. Amor? Qual amor?

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