UCID: Educação é “um serviço público e não uma mercadoria”.

19/06/2017 15:24 - Modificado em 19/06/2017 16:01
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Os deputados nacionais da UCID estiveram de visita ao círculo eleitoral de São Vicente em pauta o sector da educação com visitas a várias estruturas educativas da ilha. Uma visita tendo em mente “a educação como um fator chave do desenvolvimento da sociedade”, com análise dos ganhos e constrangimentos do sector. A sensação que fica, segundo Dora Pires, “que poderia fazer muitos mais do que se tem feito”.

“O nosso apelo é que o governo cumpre as promessas, e que as obras das escolas sejam feitas a bem dos alunos e de todos, e que seja um lugar aprazível que gera satisfação em aprender. Que tenha em atenção ao novo sistema para que seja adequado a nosso país, a nossa identidade, e para a cultura”, como sintetiza Dora Pires. A deputada que acrescenta ainda a inclusão de outras línguas no aprendizado como o alemão, em vez de apenas o mandarim ou o espanhol. E ainda a UCID pede uma “equidade” aos mais carenciados que procuram o ensino superior, além de uma tenção a nova matriz educativa que vai entrar em vigor a partir de Setembro.

Sobre a nova matriz educativa Dora Pires afirma que nem todas as escolas reagiram, e assim dar sua contribuição. E aponta um certo descontentamento dos docentes e das instituições que deveriam ser ouvidas. “Ao longo de vinte e oito anos já vamos na sexta mudança, o que não é bom para o país. Queremos um sistema estabilizado”. E as mudanças segundo a UCID se faz sem avaliar ou fazer achegas aos sistemas anteriores, ficando apenas “o fim e o começo de um novo”. Dora Pires avança que se pode aproximar de outros países, como Portugal e Brasil, em termos de ensino. “Devemos ser uma matriz educativa que possa transmitir a cultura cabo-verdiana aproximar e não perder aquilo que é nosso”.

E questiona também a diminuição das bolsas de estudo no ano letivo passado, o que poderá ter levado muitos a abondarem os estudos.

A atenção da UCID volta também para as escolas do EBI, os quais sublinha que “continuam a espera de obras de manutenção para trazer mais alegria e bem-estar aos que trabalham e estudam nestas escolas”. Sublinha ainda os problemas de infiltração em todas as escolas em tempos de chuvas. Uma atenção especial para o Liceu Ludgero Lima, o qual defende uma intervenção urgente, “que está cair em pedaços”. Intervenção nas portas e janelas, e uma pintura completa.

Outras questões

A UCID ainda levanta a questão do regime de faltas no ensino secundário. Em conversas com responsáveis das escolas no Mindelo, o partido defende que o regime permite muitas faltas. Principalmente, em alunos de desasseste e dezoito anos que estudam o sétimo e oitavo ano.

A preocupação do partido também com o pré-escolar. “Há mudança já em setembro, e o ensino será feito na língua portuguesa. Será que houve preparação e formação dos monitores? E onde fica o direito da criança em ser ensinado na sua língua materna?” O questionamento de Dora Pires também leva em conta as expetativa da UNESCO do uso da língua materna no ensino.

A UCID questiona a retirada da disciplina de educação para a cidadania do novo currículo sublinhando a importância da mesma. E levanta a dúvida sobre os que lecionam, estudaram ou estão a estudar para lecionar a disciplina, mas que agora estarão em risco de desemprego.

E o apelo é que se cumpre as promessas do governo em relação a educação. E a UCID espera que a educação seja vista como “um serviço público e não uma mercadoria”.

 

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