Manecas dos Santos está detido as instalações da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau

19/06/2017 14:04 - Modificado em 19/06/2017 14:04
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Manecas dos Santos foi detido hoje de manhã pela Polícia Judiciária na Guiné-Bissau. Este cenário tinha sido avançado por este online há uma semana que afirmava que o comandante estava internado numa clinica e que só por esse motivo não foi detido

A LUSA citando fontes da PJ de Guiné –Bissau escreve que “Foi detido hoje cerca das 11:30 [12:30 em Lisboa], na clínica Madrugada, em Antula”. A mesma fonte afirma que Manecas foi conduzido as instalações da Polícia Judiciária no Bandim, em Bissau onde está detido

O Diário de Notícias de Portugal confirmou, na sua edição online de 11 de Junho, a notícia avançada no dia 9 por este online que dava conta da iminente detenção do Comandante Manecas dos Santos que agora aconteceu e na altura não se verificou porque estava internado na Clinica Madrugada em Antula , Guine- Bissau
Esta detenção tem a ver com uma entrevista que o Comandante deu a esse jornal português, onde disse que estava iminente um golpe de Estado na Guiné-Bissau.
Na altura advogado de Manecas disse ao DN que “na sexta-feira, dois agentes da Judiciária foram a casa dele para cumprirem um mandado de detenção. Mas o Comandante, de 74 anos, tem estado com problemas de saúde e tinha sido internado na véspera: a esposa informou os agentes que ele estava hospitalizado e disse-lhes para me contactarem. Questionado por horas, ele reiterou que apenas emitira a sua opinião. O processo foi arquivado. Mas dias depois, outro foi aberto, reconvocando-o para novo interrogatório, a 2 de Junho. Manecas apresentou atestado médico, explicando que não podia comparecer por motivos de saúde. Ainda assim, a 5 de Junho, o Delegado do Procurador emitiu o mandado de detenção e a 9 apareceram em casa dele.
Carlos Pinto foi ao Ministério Público nessa própria sexta. “Li o mandado. Não especifica o propósito da detenção, quando devia dizer que o motivo era não ter comparecido a uma audiência judicial. A falta sem justificação pode ser motivo para mandado, mas não foi o caso. Ele não pôde ir por motivos de saúde e justificou. Essa justificação foi entregue por mim, mas fizeram tábula rasa dela. Não estavam interessados nisso, estavam interessados em vexar o Comandante. Não lembra ao diabo prender uma pessoa para a ouvir quando ela está 100% disponível para ser ouvida. Ele foi internado na quinta-feira, antes de sabermos que havia o mandado. Sentiu-se mal, está a ser acompanhado por um médico há bastante tempo. O atestado médico é de 22 de Maio e prova que não havia intenção de enganar ninguém”.
No caso do primeiro interrogatório, explica Carlos Pinto, o que estava em causa era o risco de acusação “de incitamento ao golpe, crime que pode ir até dez anos de cadeia. Como tiveram de arquivar o processo porque já não podiam fazer mais nada, abriram um outro em que a acusação é de simulação de crime, ou seja, que ele teria falado da preparação de um crime e não a provou. Para esse crime, menos gravoso, a pena é de dois anos”.

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