Miss Beleza Infantil Praia: Promotora assegura que o projecto não expõe nem compromete as crianças

19/06/2017 03:11 - Modificado em 19/06/2017 03:11

A promotora do projecto Miss Beleza Infantil Praia, contrariamente às reacções e comentários veiculados, garante que a iniciativa não tem nada que poderá expor ou comprometer as crianças. Maria Isabel diz ter criado o projecto com a melhor das intenções e reage com estranheza àquilo que foi dito na comunicação social e nas redes sociais.

O concurso Miss Beleza Infantil despoletou uma polémica à volta do evento que mereceu destaque tanto nas redes sociais como nos órgãos da comunicação social.

A promotora do evento, Maria Isabel, assegura que o projecto foi feito com muito cuidado tendo sido apresentado ao ICCA não tendo, todavia, obtido resposta. A promotora explica que os trajes tradicionais, desportivos e o mundo das princesas não expõem as crianças.

A mesma explica que tudo foi conseguido graças a parcerias que deram apoios de cerca de duzentos contos. A promotora afirma que quem fez os comentários não conhece os detalhes do projecto e muito menos o ICCA, apesar de ter entregue uma carta explicando a iniciativa.

Descontente com as reacções, Maria Isabel espera que os esforços não venham a ficar em mãos alheias devido aos comentários maldosos contra um projecto feito com a melhor das intenções.

Recorda-se que o Ministério da Família e Inclusão Social, através do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente, ICCA, posicionando-se contra a realização desse evento, exigiu um pedido de desculpas por parte dos organizadores ao relacionarem o nome da instituição com a organização do evento.

  1. Clara Medina

    “De tantas boas intenções o inferno está cheio”.
    Nota-se uma tentativa clara da promotora deste contestável evento de manipular a opinião pública recorrendo constantemente ao nome da ICCA dizendo que escreveu uma carta à mesma organização informando do seu projecto.Como ela mesmo afirma nunca teve resposta e na sua percepção o mesmo significa ter o aval da ICCA.
    Ela podia ter escrito uma carta ao Presidente da República informando também do seu propósito idealistico na opinião dela mas simplesmente escrever uma carta, como é lógico, não significa ter o consentimento do endereçado.
    Compreendo que em tempo de crise, sem nenhum escrúpulo, muitos tentam enriquecer e escapar da mesma. O que interessa são os fins e não os meios.
    E quanto mais quando há uma vítima bastante vulnerável como as crianças e numa época em que os pedófilos, oriundos de todas as latitudes, descaradamente e sem nenhum pudor estão bastante activos e à caça da sua presa, tal evento constitui um mercado e uma ocasião ideal para eles. A implacável lei da procura e oferta num mercado pornografico globalizado. Levar em conta que em Cabo Verde mais de 50% das famílias não têm uma infraestrutura sólida sendo as crianças neste caso uma vítima fácil, desprotegida e portanto ideal para os destituídos do mínimo de escrúpulo.
    Felizmente que a sociedade está consciente da sua responsabilidade, pelo menos nem que fôr moral, perante as crianças e que tais eventos mesmo sem intervenção das autoridades deverão ser banidas e boicotadas.

  2. Verdade

    As mulheres estão malucas em Cabo Verde, onde se viu promover um concurso de beleza para crianças. Esta Maria Isabel quer chamar a atenção para a sua propria pessoa, se não for por bem será por mal.

  3. Não está em causa as intenções mas sim o impacto que isso teria sobre as pessoas e sobre as crianças. Posso até aceitar que não há nada que periga a integridade da criança mas o título em si diz tudo. Vamos é pelos títulos. SE é outra coisa como diz e que até possa merecer a minha concordância, como simples cidadão, teria de haver um outro título. Tão simplesmente isso. Aproveito para sublinhar mais uma vez que também sou contra a exposição das crianças nas publicidades (bebidas refrigerante e sem garantia de saúde, músicas grosseiras e ofensivas cantadas pelas crianças, etc). REpito e mais uma vez: o ICCA, a CNDHC e a Agência Reguladora da CS devem fazer uma revisão sobre alguas ferramentas jurídicas de protecção à infância. Quanta à música, aproveito pra dizer que música de ofensa, e não de críticas, música que ofendem as mulheres, principalmente, e tantas músicas por aí que não criticam mas que ofendem os políticos, nunca deveriam ser difundidas nos orgãos da CS pública. Deve haver liberdade de expressão mas nunca a liberdade para ofender. É difícil separar as águas? Voltando à vaca fria, não serei nada contra as actividades que enriquecem o íntegro da criança. Por conseguinte, se a promotora tem o conteúdo conforme disse e que não tem interesse comercial, pode e deve se apoiada. Contudo, que mude o título.

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