Imigrantes  africanos sentem-se discriminados por causa  compleição física

19/06/2017 03:00 - Modificado em 19/06/2017 16:23

Um estudo revelado , na semana passada, pela Direção Geral da Imigração revela que 35% dos  imigrantes sentem-se discriminados. Adianta que  esse sentimento  é mais acentuado nos provenientes da África Ocidental que consideram que são discriminados devido a  sua  “compleição física”. Os chineses sentem-se discriminados devido a sua a questão da língua. Nenhuma novidade neste números se comparados com a realidade . No tocante aos imigrantes africanos , em particular nas ilhas do Barlavento,  essa discriminação é latente e não está apenas relacionada com o físico.  E traduz-se mais em preconceito do que em racismo ou xenofobia .  Em relação aos chineses , no tocante a São Vicente , nota-se mais  “ um gozar com forma como os chineses falam o crioulo”  do que descriminação ,Pois é conhecida a capacidade dos mindelenses  para o domínio das línguas dos que chegam a ilha  passando por ingleses , italianos , coreanos , japoneses e .. chineses

O estudo aponta ainda que 67% dos cidadãos da União Europeia se consideram bem integrados, comparado com 48% dos chineses e 47% dos africanos.

Africanos e chineses revelaram também percentagens significativas de pessoas que se consideram mal integradas, respetivamente 13% e 9%.

Os dados, apresentados pela diretora-geral da Imigração, Carmen Furtado, remontam a um estudo de 2014, sendo os mais recentes disponíveis em Cabo Verde, onde, segundo o censo de 2010, residiam 14.373 estrangeiros comparativamente com os 4.661 que viviam no país dez anos antes.

Destes, 71% são oriundos da África (principalmente Guiné-Bissau, Senegal e Nigéria), 17% da Europa (Portugal e Itália), 8% da América (brasileiros e cubanos) e 3% da Ásia (chineses).

As estatísticas oficiais distinguem cidadãos estrangeiros de imigrantes, sendo que entre os imigrantes se contam também os descendentes de cabo-verdianos nascidos no estrangeiro, com nacionalidade ou não, e residentes há mais de seis meses em Cabo Verde, o que eleva o número para cerca de 18 mil, segundo dados de 2013.

A maioria dos imigrantes são homens (71%), com idades entre os 20 e os 40 anos (60%), percentagem que, entre os asiáticos e africanos, sobe para os 80%, e residem maioritariamente na cidade da Praia (41%) e nas ilhas de São Vicente, Sal e Boavista.

Mais de 70% dos imigrantes tem escolaridade ao nível do ensino secundário, sendo que os provenientes da UE e da China apresentam tendencialmente graus académicos entre o secundário e o superior, enquanto a escolaridade dos africanos é em geral ao nível do básico e dos dois primeiros ciclos do secundário.

O estudo aponta ainda que 38% dos imigrantes se afirmam católicos, 37% muçulmanos, 12% sem religião e 3% seguidores da Igreja do Nazareno.

O nível de empregabilidade entre os estrangeiros atinge 88%, sendo a grande preocupação com a qualidade do trabalho exercido.

A apresentação dos dados combinados do Censo de 2010 com o estudo realizado em 2014 pela Direção Geral da Imigração pretendeu fazer uma caracterização da comunidade imigrante em Cabo Verde, cuja inexistência de dados mais recentes não permite, segundo Carmen Furtado, “conhecer tão bem como se gostaria”.

Fonte : Lusa

  1. Tony

    Este comentário e para o jornalista que escreveu este artigo. Esta fotografia boa e a baia de São Vicente. favor preste atencao as imagens quando publica o seu trabalho. Quer vergonha!!!

  2. Tony

    Correção da mensagem anterior:
    Este comentário é para o jornalista que escreveu este artigo. Esta fotografia não é a baia de São Vicente. Favor preste atenção as imagens quando publica o seu trabalho. Que vergonha!!!

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