TACV : ligações inter-ilhas dão prejuízo de 600 mil contos ano

16/06/2017 01:38 - Modificado em 16/06/2017 01:38
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Durante a audição parlamentar a Comissão Especializada de Finanças e Orçamento da Assembleia Nacional,, José Luís Sá Nogueira passou em revista o histórico de problemas financeiros da empresa, adiantando que a operação no mercado doméstico representava um prejuízo anual entre   500/600 mil contos.

“A TACV inflou e depois de vários anos chegou ao estado em que está hoje com custos operacionais elevadíssimos e, apesar de uma ocupação de 75% [no mercado interno], não é sustentável”, disse, considerando que a parceria com a Binter CV foi o recurso certo para resolver a situação.

José Luís Sá Nogueira defendeu ainda que “não há mercado que aguente dois operadores aéreos”.

“A TACV transporta por ano cerca de 350 mil passageiros com dois aviões. Com a entrada da Binter somos obrigados a dividir. Se estamos com prejuízos de 4,5 a 5,4 milhões de euros por ano se formos dividir 50/50, imagine-se para onde vai esse prejuízo. Não se justifica”, disse.

O PCA apresentou também aos deputados os resultados provisórios da TACV em 2016, estimando que o passivo da empresa se venha a reduzir de 120 para 93 milhões de euros.

Nesse ano, segundo o responsável, entre janeiro e setembro, a empresa emitiu obrigações no valor de 4 milhões de euros e recebeu injeções de dinheiro do Estado, único acionista, na ordem dos 13,4 milhões de euros.

O processo de gestão, reestruturação e privatização da TACV está a ser escrutinado pelos deputados da Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, que têm vindo a promover uma série de audições com anteriores e atuais responsáveis pela gestão da companhia e responsáveis políticos do anterior (PAICV) e atual governos (MpD).

FONTE : LUSA

 

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