Executivo da câmara de Reggio Calabria destituído por ligações à máfia

10/10/2012 12:26 - Modificado em 10/10/2012 12:26
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O Governo italiano decidiu dissolver o executivo camarário da cidade de Reggio Calabria, capital daquela província da ponta sul de Itália, devido à proximidade dos seus membro à máfia local. A cidade fica agora sob a tutela do Governo.

 

Esta é a primeira vez que todo o executivo de uma capital de província é dissolvido em Itália por “proximidade” à ‘Ndrangheta, a máfia da Calábria. Tanto o presidente, Demetrio Arena, como cerca de 30 vereadores foram destituídos das funções.

 

“Trata-se de uma acção preventiva e não de uma sanção. Esta foi uma decisão difícil de tomar mas que resulta de uma análise aprofundada”, explicou a ministra do Interior italiana, Annamaria Cancellieri, que quer “reinstaurar a legalidade no país”, porque “sem legalidade não há desenvolvimento”. Durante um ano e meio, a câmara será gerida por três comissários.

 

Laura Gravini, a chefe do grupo do Partido Democrático (de esquerda) na comissão parlamentar antimáfia, disse que esta é uma “importante oportunidade para uma verdadeira mudança na gestão da cidade”.

 

Há meses que cresciam as preocupações com a influência da ‘Ndrangheta neste executivo. Foi lançada uma investigação depois de, no ano passado, um vereador ter sido detido por supostas ligações ao grupo, que é descrito como o mais perigoso da Itália e terá no tráfico de cocaína a sua principal fonte de receitas.

 

O jornal La Stampa escreve que a cidade foi “conquistada pelo poder e o dinheiro dos clãs da ‘Ndrangheta, que controlam todos os sectores económicos”, incluindo o das frutas e legumes. Reggio Calabria está à beira da bancarrota, com um buraco de 180 milhões de euros nas suas contas.

 

 

 

cm.pt

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