Alpina Recordz, uma jovem editora discográfica com foco no futuro

15/06/2017 01:01 - Modificado em 15/06/2017 01:36
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Fundada em 2016 por “Bang Star”, a recém-criada Editora discográfica Alpina Records completou, esta segunda-feira, um ano de existência superando todas as expectativas. Conforme o seu fundador, conseguiu, até ao momento, o lançamento e a angariação de diversos artistas locais.

Em entrevista ao NN, “Bang Star” fala sobre as dificuldades enfrentadas, os desafios e os projectos futuros e faz um balanço positivo.

De acordo com este produtor musical que também é músico, a ideia de montar o próprio estúdio surgiu com a necessidade que muitos artistas enfrentam na hora da gravação de um trabalho, algo pelo que passou quando ainda procurava estúdios para gravar os seus trabalhos.

Conta ainda que antes da fundação do estúdio equipado com os materiais básicos necessários, já tinha a Alpina Recordz e, com o tempo e com a ajuda do pai, realizou o sonho de montar o seu próprio estúdio que hoje conta com onze artistas da casa.

Como avalia esta primeira temporada deste projecto e o que podemos esperar ainda para este ano?

Tem sido um ano excelente para a Alpina Records. Desde que foi fundada, já saíram dos estúdios quatro trabalhos. O primeiro trabalho foi o EP “Love”, o meu segundo, e em Dezembro “ELLA”, seguido por “Vagabundo Romântico” do artista Loyal, “Impacto na Som” de Ron del Bapto e o último de Soulj, “DedicaSom”.

Resumindo, em termos de trabalhos superou em larga escala a expectativa. Ainda este ano lançaremos um Mixtape e, provavelmente, também o meu álbum ainda sairá este ano, para além de outros trabalhos de artistas.

O que lhe fez entrar para o mundo da produção musical e há quanto tempo está na área?

A entrada no mundo da produção surge tardiamente, numa ocasião em que assistia aos trabalhos de gravação de uma faixa e fiquei aficionado pelos aparelhos de som e gravação. Ficava fascinado e, algum tempo depois, comecei a produzir e, posteriormente, a gravar, altura em que fui apresentado ao Expavi. Desde essa ocasião, a minha vida nunca mais foi a mesma. Depois disso, com o tempo, criei a ambição de ter as minhas próprias ferramentas para poder seguir em frente e dar, mais ainda, o meu contributo na cena musical.

Trabalho há pouquíssimo tempo na área, sei que é muito pouco, mas nesse meio tempo tive muita sorte de trabalhar ao lado de pessoas capazes e ajudámo-nos uns aos outros. Temos um ambiente saudável dentro do estúdio e isso ajuda-nos a atingir os nossos objectivos.

Teve muitas frustrações, decepções?

As dificuldades vêm de todas as partes, desde patrocínios, verbas para a realização de trabalhos e organização de show. Também somos os nossos próprios “managers”. Eu só não desisti porque sou determinado e sempre acreditei no projecto. E São Vicente não oferece muitas condições para que projectos do tipo se cimentem no mercado, mas todos os dias batalho para conseguir chegar onde quero.

Acreditamos tanto no projecto que futuramente, bem próximo, queremos investir na produção e edição de vídeos, para além da gravação e masterização.

Como é a sua relação com os artistas?

A relação é saudável, cada um sabe o que quer quando procura a Alpina Records. E dentro do estúdio existe um espírito de união e de inter-ajuda.

Trabalhos. Quando tens o teu estúdio já não fica muito complicado. Temos muitos produtores de beats talentosos.

Como é que a Alpina Records e os seus artistas contribuem para o crescimento da cena musical regional?

Acredito que temos feito muito, tanto a nível do RNB como do HIP HOP. Orgulho-me muito dos artistas que fazem parte da casa, bem como da própria gravadora que tem feito um trabalho de procurar e lançar novos talentos escondidos nesta ilha. Ainda estamos a trabalhar para conquistar o nosso lugar, mas digo que temos acrescentado algo à cena musical regional, se não nacional. Dos trabalhos lançados, são todos muito bons, não só a nível do tema, mas também do conteúdo e das mensagens dirigidas ao público.
Segundo o idealizador do projecto, a demanda pelos estúdios tende a crescer cada vez mais com essa nova dinâmica. “Os artistas querem lançar as suas músicas e remixes usando a internet, mas sentem a necessidade de um estúdio, de preferência barato, para finalizarem as suas produções com qualidade e isso, nós oferecemos”.

Planos para o futuro?

Quero continuar a agradar o público, a melhorar cada vez mais a qualidade do meu trabalho e a trabalhar com outros produtores para terminar o meu álbum.

Aos que se queiram aventurar neste ramo, aconselha a não desistir, porque as dificuldades são muitas e, algumas vezes, parece complicado seguir em frente, mas isso não quer dizer que seja impossível.

 

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