Tecnológicas voltam a penalizar Wall Street

12/06/2017 16:58 - Modificado em 12/06/2017 16:58
| Comentários fechados em Tecnológicas voltam a penalizar Wall Street
Continua o movimento vendedor no sector tecnológico, depois de alertas de um analista do Goldman Sachs sobre a baixa volatilidade em títulos do sector, que poderá estar a levar os investidores a desvalorizarem riscos.
 As perdas continuam a castigar as acções das tecnológicas no arranque desta semana em Wall Street, condicionando além do Nasdaq os restantes índices de Nova Iorque.

O índice tecnológico é o que mais cai – perde 0,85% para 6.155,38 pontos -, numa altura em que os investidores questionam o real valor das empresas deste sector, depois de uma série de ganhos impulsionados pelos resultados trimestrais e que levaram aquelas acções a conquistar máximos sucessivos.

O S&P 500 abriu a sessão a cair 0,18% para os 2.427,29 pontos e o industrial Dow Jones recua 0,05% para 21.261,24 pontos, a acusar o peso da realização de mais-valias pelos investidores após um ciclo prolongado de valorizações.
A tomada de mais-valias iniciou-se com os alertas de Robert Boroujerdi, do Goldman Sachs, sobre a baixa volatilidade em títulos como os do Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Alphabet [dona da Google], que poderá estar a “cegar” os investidores perante riscos como os movimentos cíclicos e a regulação.

Na sexta-feira o índice tecnológico afundou 2,7%, penalizada por quedas fortes das acções da Apple, depois de ser conhecido que os novos modelos de iPhone da empresa da maçã virão equipados com modems mais lentos que a concorrência.
As acções da Apple caem 3,27% para 144.17 dólares, as da Alphabet recuam 1,88% para 951,80 dólares, enquanto as da Microsoft recuam 2,02% para 68,90 dólares e as da Facebook recuam 1,66% para 147,10 dólares. As da Netflix cedem 4,12% para 151,52 dólares.

Em sentido contrário, as acções da General Electric somam 4,58% para 29,22 dólares, depois de a empresa ter anunciado o fim do processo de sucessão na liderança, com John Flannery a suceder a Jeff Immelt, que se reformará.

A marcar a sessão está também a iminência do início da reunião de dois dias da Reserva Federal norte-americana, que arranca esta terça-feira. Os analistas sondados pela Reuters vêm uma probabilidade de 94% num novo aumento de juros já nesta reunião.

O início de dia no vermelho do outro lado do Atlântico coincide com o perfil negativo das negociações na madrugada passada na Ásia e nas bolsas europeias, onde também as tecnológicas provocam a maior mossa.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.