Manecas dos Santos: “sou um resistente”

12/06/2017 00:48 - Modificado em 12/06/2017 00:48

O advogado de Manecas dos Santos assegurou ao Diário de Notícias que “o Comandante está perfeitamente tranquilo e disponível para todos os esclarecimentos. Não é golpista nem nunca foi, está afastado das Forças Armadas desde 1977, é um puro civilista”. Carlos Pinto defende que o que Manecas afirmou na entrevista foi uma opinião. “Como militante da luta entendeu que as coisas na Guiné-Bissau não estão bem e desabafou. Levar isso para uma tentativa de incitamento é abusar”.

O DN tentou contactar ontem, sem sucesso, a Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau.

Questionado através de um amigo que o visitou na clínica sobre se queria fazer alguma declaração para este texto, Manecas dos Santos resumiu: “Sou um resistente”. Quem o viu diz que está de bom ânimo.

A entrevista publicada por este jornal foi feita a 27 de Abril, em casa do Comandante em Bissau, a propósito do 25 de Abril. Em 1973, Manecas dos Santos teve a cargo o cerco de Guidage, batalha dramática da Guerra Colonial que contribuiu para o movimento dos capitães que fizeram a revolução. Salgueiro Maia, um dos que estiveram sob cerco, juntou-se com os seus homens aos que já lá estavam.

Alguns observadores no terreno apontam que Manecas dos Santos está a coordenar a convenção do PAIGC que vai estruturar a orientação do partido para futuras eleições, aguardadas com expectativa. A sua detenção visaria travar esse processo, considerado decisivo.

  1. abubacar lenine

    Quem dorme com cães acorda com pulgas

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.