Assassinato de idosa  : suspeitos  dizem que estavam drogados

8/06/2017 11:43 - Modificado em 8/06/2017 11:43
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Esta terça-feira, o Segundo Juízo Crime da Comarca do Tribunal de São Vicente, procedeu ao interrogatório dos presumíveis autores do homicídio de Ana Evangelista Dias que terá sido assassinada dentro da sua residência, pelos jovens, Ivan Cabral de 22 anos e Elton Faustino de 20 anos, naturais da ilha de São Nicolau.

O Ministério Público e a acusação a pediram a condenação dos jovens, sendo que a acusação em nome da família pediu, mesmo a pena máxima, enquanto a defesa, pediu n em vez de homicídio agravado passasse para homicídio negligente.

De acordo com a acusação, a idosa, de aproximadamente 71 anos, conhecida por “Nha Ana”, foi vítima de assalto acompanhado de homicídio, dentro da sua residência no bairro de Pedra Rolada, onde tiraram, além e uma vida, segundo a acusação, menos de sete mil escudos em dinheiro, mais um brinco  que foi retirado da orelha da vitima.

Durante a audiência de julgamento, os arguidos que se encontram em prisão preventiva contaram a sua versão dos factos. Confrontados com os factos, Elton Faustino, o primeiro a ser ouvido, diz que tudo aconteceu quando estava numa  “paródia”, com o co-arguido Ivan, depois de consumirem “erva” e “pedra”, ficaram extasiados e com vontade de consumir mais, seguiram para a casa da vítima, onde encontraram uma janela aberta no “rés-do-chão” e resolveram entrar para ver se esta tinha algum dinheiro dentro da casa.

Declarações confirmadas por Ivan Cabral, que contrariamente ao cúmplice, disse que foram directos para o quarto da vítima, enquanto o outro afirmou que o primeiro local a ser revistado foi a sala, seguindo posteriormente para o quarto.

No entanto, ambos sustentam a versão de que ao entrarem no quarto e tendo acesso a luz de forma a perscrutarem melhor, “Nha Ana” acordou e os surpreendeu e sem pensar nas consequências, Elton conta que “tapou” os olhos da vitima com um lençol de forma a não serem reconhecidos, mas garante que não asfixiou “Nha Ana” e que apenas exerceu uma pequena pressão com o lençol para não serem reconhecidos posteriormente e que ao saírem da casa,  a vitima  estava ainda viva, embora admitem, parecia não estar muito bem. E nunca pensaram que poderia estar a passar mal, tal era o estado de entorpecimento que se encontravam.

Enquanto Elton, segurava “Nha Ana”, Ivan estava ocupado a vasculhar o quarto á procura de dinheiro ou algo de valor, o que terminou quanto encontrou cerca de seis mil e seiscentos escudos, numa gaveta.

E conforme explicam,  “ela ficou deitada no chão do quarto a sussurrar palavras impercetíveis, mas viva” . Os dois indivíduos contam ainda que saíram pela porta da frente, ainda antes das 4:00 da madrugada, isso após entrada na residência por volta das “três de tal. “

As declarações de ambos divergem em alguns pontos, num Elton disse que depois do roubo foram comprar mais estupefacientes, porque queriam consumir, mas por outro lado, Ivan afirma que o dinheiro foi dividido entre os dois e foi usado para comprar coisas de higiene no dia seguinte. E ainda recebeu 2500 escudos provenientes da venda do brinco.

Durante o interrogatório, ambos agarram-se ao facto de no dia do sucedido estarem“drogados  isto, conforme suas declarações era a primeira vez que consumiam crack e os deixou “eufóricos” e com vontade de repetir a dose, por isso o assalto a moradia de Ana Dias que acabou por perder a vida, embora asseguram que a intenção de roubo foi te forma impulsiva, negando planeamento, conforme sugeriu a acusação.

Na altura do crime, o assalto aconteceu  na noite de sábado, 11 Junho de 2016, quando a senhora se encontrava sozinha em casa. O corpo só foi encontrado por volta das 11 horas na manhã de Domingo quando os vizinhos deram por falta da idosa, que sempre acordava cedo.

A leitura da sentença está marcada para o dia 30 de Junho.

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