Evacuações: preparar-se para caso  aconteça o pior

7/06/2017 00:40 - Modificado em 7/06/2017 00:40
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Cabo Verde ganha destaque na imprensa internacional com a publicação no Diário de Notícias de Portugal, formato online, da situação dos transportes no país. O caso da última semana colocou a nu a fragilidade na evacuação de acidentados em estado grave da ilha do Fogo para o Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia. Isto, poucas semanas depois do Governo ter anunciado as medidas para a recuperação da TACV, empresa de bandeira que possui as condições de transporte de doentes.

Os doentes que tinham menos dores foram evacuados para a Cidade da Praia num barco da guarda costeira também pelo facto do mar ter estado calmo, segundo o Director do Hospital Regional da ilha do Fogo, enquanto que os mais graves não foram evacuados no primeiro momento.

Questão que tem preocupado as pessoas, não apenas nas redes sociais, com sérias críticas à actuação das autoridades nesta situação. Neste sentido, o apelo tem sido por uma visão objectiva para a resolução do problema, não só na ilha do Fogo, mas também nas outras ilhas que, em caso de urgência, venham a precisar do serviço de evacuação.

Nas medidas apontadas pelo Governo para a TACV, a questão das evacuações foi abordada pela oposição que questionou a forma como irão ser feitas. Neste particular, a Binter não apresentou no primeiro momento condições de transporte de pacientes em estado grave como a situação que se verificou e a oposição do PAICV pede uma resolução imediata.

“Este tipo de situação não pode acontecer. As pessoas não podem ser prejudicadas desta forma. É uma emergência e, neste sentido, tudo tem que ser feito”, desabafa Carlos Silva. Ele disse que ficou angustiado por ver pessoas em situação grave mas sem conseguirem uma evacuação para fazerem um tratamento melhor. A indignação também vem por parte de Daniela Santos que diz que este tipo de situação não pode acontecer.

“Era uma situação que tinha que ser pensada antes de qualquer coisa. Já que somos ilhas, este tipo de serviço tem que estar disponível”, sublinha Micau Fortes. E aponta que apesar de ter acontecido no Fogo poderia ser em qualquer outra ilha e relembra da existência de apenas dois hospitais centrais e que, neste sentido, o serviço de evacuação de uma ilha para outra tem que estar sempre disponível.

Uma das causas apontadas pela demora na evacuação tem sido a falta de meios de transporte de doentes em estado grave por parte da companhia responsável pela ligação das ilhas, a Binter. Para Ricardo Monteiro, em situação de urgência tem que haver decisões urgentes e as pessoas à espera de uma evacuação ou de um atendimento adequado não podem aguardar muito tempo. Neste sentido, o apelo por “uma solução urgente” para a questão dos transportes. Ele sublinha que não se pode pensar no pior, mas que se deve estar preparado para este tipo de situações.

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