BCV baixa taxas de juros visando aumentar o crédito a economia

6/06/2017 07:52 - Modificado em 6/06/2017 07:52
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O banco central de Cabo Verde (BCV) anunciou um corte de dois pontos percentuais nas taxas diretora, que passa de 3,5% para 1,5%, e de cedência de liquidez, que desce dos 6,5% para os 4,5%.

O corte  anunciado pelo governador do Banco de Cabo Verde, João Serra, entra terça-feira em vigor, e visa aumentar o crédito à economia e a reduzir as taxas de juro no país.

Além da redução da taxa diretora [taxa de referência para os bancos emprestarem dinheiro entre si] e da taxa de facilidade permanente de cedências de liquidez [taxa paga pelos bancos quando pedem dinheiro ao banco central], foram anunciadas também reduções nas taxas de facilidade permanente de absorção de liquidez, que passa de 0,25% para 0,1% e de redesconto, que desce de 7,5% para 5,5%.

O corte nas taxas integra um pacote “inédito e amplo” de medidas de “estímulo ao financiamento” aprovadas pelo BCV, que inclui ainda a eliminação do limite máximo fixado para a concessão de crédito por parte do banco central à banca comercial.

Com as medidas agora anunciadas, os bancos comerciais terão acesso a dinheiro mais barato, sendo expectativa do banco central que façam repercutir esses cortes nos empréstimos aos clientes.

“Com estas medidas queremos sinalizar à banca que a taxa de juros atualmente praticada é elevada […] A nossa taxa diretora, que está a um nível elevado, não tem assumido esse papel de sinalização das taxas interbancárias”, disse João Serra.

Espera –se que os bancos comerciais acompanhem a redução das taxas de juros para os empréstimos, que irá compensar com uma redução na remuneração dos depósitos. “Aguarda-se que o setor bancário tenha uma ação consequente enquanto agente impulsionador da transmissão monetária, bem como do crescimento económico. A expectativa do BCV é que haja, portanto, maior proatividade na seleção dos projetos para crédito, imposição de maior confiança no mercado, maior inovação e competitividade

Recorde-se que em 2015 foram  tomadas medidas similares  mas que não tiveram impacto na economia  “Essas medidas produziram efeitos muito limitados também porque há ainda constrangimentos estruturais no país que impedem uma transmissão monetária mais eficaz, desde logo há um nível de restrição na concessão de créditos que faz com que a banca tenha algum cuidado na atribuição” . considerou João Serra.

Fonte : LUSA

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