Fidgets: brinquedos anti-stress esquentam mercado e viram alvo de escolas

6/06/2017 00:51 - Modificado em 6/06/2017 01:01
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A moda dos minúsculos brinquedos que dizem combater o stress chegou com força em 2017. Na Amazon norte-americana, eles ocupavam todo o Top 10 na categoria. Chamados de fidgets, são vários os modelos, mas os mais populares são os cubos com vários botões e os giratórios.

Esta nova mania foi desenvolvida supostamente para ajudar crianças com autismo e transtorno de deficit de atenção (TDA), ainda que alguns especialistas não acreditem muito nessa eficácia. De acordo com psicólogos consultados pela MONEY, pode ser que eles ajudem algumas pessoas, mas não existem evidências científicas de que sirvam para toda a população. “A doença mental é difícil de se tratar e não é algo para a qual existam soluções simples”, explicou o doutor David Anderson.

Apesar dos fidgets serem uma nova mania, não dá para dizer que surgiram “do nada”: provavelmente todos nós já nos distraímos com pequenos objectos, como clipes e tampas de caneta, nalgum momento da nossa vida. Estes artefactos ajudam as pessoas a manterem-se focadas nas suas tarefas e os novos brinquedos seguem a mesma lógica.

Os novos fidgets entram como um reforço neste cenário, já que podem ajudar a manter a pessoa ocupada em algo repetitivo sem que outras distracções a interrompam. Katherine também fez um estudo no qual conclui que crianças com TDA realmente passam a prestar mais atenção na sala de aulas quando são estimuladas por algum brinquedo, como bolinhas ou elásticos.

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