Londres: Estado Islâmico reivindica ataque

5/06/2017 02:37 - Modificado em 5/06/2017 02:37
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Um ataque terrorista no centro de Londres na noite deste sábado (03/06) deixou sete mortos e 48 feridos. Três homens em uma van avançaram contra pedestres na Ponte de Londres (London Bridge), uma das principais vias da capital britânica. Na sequência, eles se dirigiram ao Borough Market, mercado de produtos alimentícios na região, e esfaquearam pessoas que se encontravam no local.

O que se sabe até o momento:

Buscas

A polícia de Londres anunciou que prendeu neste domingo (04/06) 12 suspeitos de ligação com o atentado em Londres. em Barking, na zona leste de Londres, onde está localizado o apartamento de um dos autores do ataque. “As buscas em uma série de endereços em Barking continuam”, informou em comunicado o Comando da Polícia Metropolitana de Londres. A polícia realizou buscas também no distrito de East Ham, no leste de da capital britânica.

Agressores

A comissária da Polícia Metropolitana de Londres, Cressida Dick, afirmou que o “incidente está sob controle”. A prioridade da polícia é identificar os três autores do ataque. Os três suspeitos foram mortos pela polícia no Borough Market, oito minutos após o início do ataque. Eles vestiam coletes com cilindros de metal para forjar explosivos. Um dos homens teria gritado “Isso é por Alá”.

May se pronuncia

A primeira-ministra britânica, Theresa May, defendeu um plano com quatro áreas prioritárias para combater a ideologia do extremismo islâmico, entre elas o aumento da vigilância na internet por meios de acordos internacionais para combater o terrorismo e revisar estratégia anti-terrorismo para prover a polícia e os serviços de inteligência com todo aparato necessário.

Vítimas

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) informou que dos 48 feridos admitidos em diversos hospitais em Londres, 21 estavam em situação crítica.

O governo do Canadá informou que um cidadão do país está entre os mortos no atentado em Londres. Em comunicado, o primeiro-ministro Justin Trudeau disse que “condena veementemente o ataque” e afirma estar “de coração partido” com a morte de um canadense durante o atentado na capital britânica.

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, informou que dois alemães estão entre os feridos no atentado, mas não forneceu maiores detalhes. Ele enalteceu o trabalho das forças de segurança britânicas, que, segundo afirmou, “evitaram o que poderia ter sido um banho de sangue muito pior”.

O governo francês confirmou que entre os feridos estão ao menos quatro cidadãos franceses, um deles em estado grave. O governo da Austrália disse que dois australianos também foram feridos no ataque.

O comissário assistente de polícia Mark Rowley disse que um civil ficou ferido ao ser atingido um dos tiros disparados pelos policiais que tentavam deter os autores do atentado. Ele afirmou que a pessoa alvejada não estaria em estado grave e que haverá uma investigação independente sobre o ocorrido. Rowley justificou a ação dizendo que, naquele momento, os terroristas já haviam matado alguns cidadãos e “tinham que ser detidos imediatamente”.

Eleições gerais mantidas

Os partidos políticos britânicos cancelaram as atividades nacionais de campanha programadas para este domingo. As eleições gerais no Reino Unido estão marcadas para 8 de junho e não serão adiadas, anunciou May.

Terceiro ataque recente

Esse é o terceiro ataque terrorista no Reino Unido apenas neste ano. Em 22 de março, um homem jogou um veículo contra um grupo de pedestres nos arredores do Parlamento britânico, em Londres, matando quatro pessoas e deixando 50 feridas.

Em 23 de maio, um britânico de origem líbia fez um ataque suicida em Manchester, durante o show da cantora Ariana Grande. A explosão deixou 22 mortos e mais de 60 feridos. Mais da metade das vítimas era menor de 16 anos. Foi o ataque terrorista mais mortal no Reino Unido desde os atentados de 7 de julho de 2005, em Londres.

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