Mindelenses analisam debates na AN: Não há debate

2/06/2017 07:13 - Modificado em 2/06/2017 07:13
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Na última semana os principais temas da política cabo-verdiana foram levadas ao parlamento. A questão da TACV, a isenção dos vistos, o sector privado, todos foram abordados pelos deputados, isto na intenção de tanto o governo e a oposição encontrar as repostas aos problemas, e soluções para os desafios, assim como esclarecer as pessoas sobre os temas com informações que possa ser pertinentes na intenção de entender os desafios do país.

 

Os debates do parlamento têm sido seguidos com atenção. E neste momento apresenta-se cada vez mais opções para o seu seguimento. A radio tem sido um dos principais meios de acompanhamento, assim como a televisão, e agora com a televisão online do parlamento, e os partidos dedicados em partilhar nas redes sociais as suas intervenções tem dado contribuição na divulgação dos conteúdos debatidos no parlamento.

Porem, o feedback dos debates em algumas entrevistas, e de análise de comentários nas redes sociais, diz que tem sido negativo a qualidade dos debates no parlamento. “É cada um puxando brasa para sua sardinha, cada um protege a sua parte, mais nada”, como revela num tom angustiado, Adilson Correia. Ele que acrescenta que segue os debates mas não há muita diferença porque os partidos não dão ouvidos aos colegas. Na mesma linha de pensamento Ivan Silva diz que segue com frequência os debates, mas, “não consegue acreditar na forma como os debates são feitos”. Para ele só há uma questão defender o partido. E não vislumbra uma defesa real dos interesses do país. “Por exemplo no último debate da TACV só vi pessoas defendendo as medidas quando era governo, não sai clarificado, apesar de ter meu próprio entendimento do processo”, como afirma.

A questão dos debates tem intrigado já que como diz Edson Reis é sempre a mesma coisa, e os debates não tem trazido nada de novo, “entram com suas ideias e saem com as mesmas ideias. Outra coisa que Edson diz que o chateia nos debates é a sempre a questão da comparação dos políticos com outros governos. Especificamente diz que não gosta quando os deputados voltam aos anos 90. “e neste momento temos visto a mesma coisa, mas agora com o governo anterior, e em vez disso deveria focar nos problemas em vez de discutir sobre quem fez melhor ou pior”.

E neste sentido a perspetiva dos entrevistados do NN é de que os debates possam ser debates, e não discussão quem fez melhor. “É difícil sair esclarecido dos debates quando os partidos querem mostrar que são melhores e os outros piores, e se debatessem os temas de forma objetiva, com certeza soluções iriam aparecer para os problemas”, como assegura Ana Fortes. Esse sentimento de que soluções podem vir de debates objetivos é generalizado.

Para Marcos Monteiro a questão dos debates serem deste tipo por causa da maioria que os partidos têm conseguido nas eleições. E para este cidadão esta maioria fecha a porta ao diálogo, ou qualquer ideia que não lhe seja a favor. Esta também é uma ideia defendida por Dario Cruz é que além de a maioria ser um obstáculo ao diálogo, ela também tem prejudicado não só o diálogo, mas tem aquecido a “guerra” entre os partidos. “No caso de um parlamento sem maioria seria obrigado um entendimento dos partidos nos assuntos, mas só que com a maioria não é necessário”. O que para Dario cria estes tipos de debates que se tem assistido.

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