Morte do casal de idosos: três meses depois ninguém sabe nada, muito menos a PJ

2/06/2017 07:07 - Modificado em 2/06/2017 07:07

Passados três meses sobre o assassinato de casal de idosos  ocorrido no Maderalzinho, a PJ ainda não sabe quem foi o autor do crime  ou esclarecer o que aconteceu . O que a PJ deixou entender ou pelo menos não disse nada ao contrário é que  se estava na presença de roubo seguido de homicídio. Mas uma investigação deste online revelou que  não houve arrombamento na casa no Maderalzinho onde um casal de idosos foi encontrado morto, no dia 4 de Março.

 

Também apuramos junto de familiares que não houve roubo de bens, nomeadamente: “uma quantia apreciável” de ouro, TV, aparelhagem de som, electrodomésticos e dois mil escudos em dinheiro. Não conseguimos apurar se na casa havia outros bens ou se faltam outros. Até agora a PJ não confirmou esse factos e não respondeu  a dois factos  :  não  houve uma entrada forçada e se juntarmos a isso o facto de bens como ouro ou electrodomésticos não terem  sido levados , no mínimo abre uma linha de investigação diferente do que chegou a conhecimento público  e se tem como certo a nível da opinião publica: homicídio seguido de roubo. Cabe a policia científica esclarecer, na certeza que o facto comprovado que não houve entrada forçada na residência abre outras hipóteses de entrada dentro da casa , como : um conhecido, chave falsa, o senhor pode ter esquecido a porta aberta, pois segundo os vizinhos, todos os dias ele   comprava bolachas para alimentar cães vadios  junto da sua casa. O que  até  agora não  ficou esclarecido é móbil roubo.

O que aconteceu dentro da casa?

Tudo indica que nem a PJ, nem os familiares já têm a resposta para esta pergunta. O que sabemos, na versão de um familiar,  é que os corpos foram encontrados na sexta-feira e tudo indica que estariam mortos desde terça-feira . E aqui começam as suposições que vão marcar este caso . Porque não foi feita autópsia aos corpos devido ao estado de decomposição em que se encontravam . Por isso,  não foi possível determinar a hora exacta da morte e muito menos a causa das mortes. Sabe- se o que foi visto quando as autoridades acompanhados de um familiar entraram na residência do casal: o corpo da senhora estava  na sala   e do homem na casa de banho  e devido ao elevado estado de decomposição não foi possível ver sinais de violência nos corpos . E sem a autópsia não se sabe qual foi  causa da morte.

Passados três meses a opinião publica  não sabe o que se passou  e a PJ remete-se ao silêncio que lhes é  característico quando não conseguem esclarecer um caso com tantas pistas e tantas linhas de investigação  e passado três meses ainda não sabem qual a causa da morte do casal .

  1. Clara Medina

    Para além das fracas possibilidades técnicas de investigação da Polícia Judiciária falta na cultura cabo-verdiana a mentalidade de colaborar com a Polícia como acontece em outras sociedades mais evoluídas.
    Os vizinhos são um factor muito importante na investigação pois é simplesmente um pequeno detalhe suficiente para esclarecer a verdade sobre o crime.
    Mas os vizinhos em Cabo Verde mesmo tendo uma suspeita e mesmo podendo fazer uma denúncia anonimamente preferem manter o silêncio.
    Também outro incentivo e que o Ministério Público devia criar é premiar financeiramente denúncias que conduzem ao sucesso da investigação.

  2. gabriel kusters

    A PJ de Cabo Verde tem Naris só para o ouro branco quando este encontra-se a circular, um chegando nalgum barco, claro que em pouco tempo será descoberto,ou antes do navio dar entrada em CV. ja estão a espera.
    Bst fka dret

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