Doentes renais evacuados para o HAN querem saber para quando o centro de diálise do Barlavento

30/05/2017 04:40 - Modificado em 30/05/2017 04:40
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A abertura do centro de diálise no Hospital Baptista de Sousa é uma promessa antiga que muito tem custado aos doentes do Barlavento evacuados para a Cidade da Praia. Apesar de considerarem receber um “bom tratamento” no Hospital Central da Praia, os entrevistados consideram que seria “mais eficaz e viável se o serviço de hemodiálise fosse prestado no Hospital Baptista de Sousa, onde estariam mais próximos dos familiares e amigos”.

Há cerca de três anos os doentes renais eram evacuados para Lisboa, no sentido de obterem melhor tratamento e porque o país não estava preparado para dar essa resposta. Graças aos acordos assinados em 2014, Cabo Verde conseguiu o seu primeiro Centro de Hemodiálise no Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia.

O serviço de hemodiálise é bastante solicitado, pois recebe doentes de todas as ilhas do país e tem sido uma mais-valia para a sociedade em geral. Os doentes eram evacuados para Lisboa para um melhor tratamento uma vez que Cabo Verde não tinha as condições necessárias.

Com esta realidade em Cabo Verde, os custos de evacuação diminuíram consideravelmente e os doentes passaram a ter mais contacto com os familiares. Alguns doentes com insuficiência renal oriundos das ilhas do Barlavento evacuados no Hospital Agostinho Neto entrevistados pelo NN, afirmam não terem motivos de queixa em relação ao tratamento oferecido pelo centro de diálise.

Embora a distância tenha ficado mais curta, os pacientes das outras ilhas enfrentam a separação mas não têm de deixar o país sendo, no entanto, obrigados a residirem na Cidade da Praia. A maioria dos pacientes que sofre de insuficiência renal é da região de Barlavento, daí a necessidade de mais um centro de hemodiálise para o Hospital Baptista de Sousa para poder servir as ilhas da zona Norte.

A maioria dos doentes está alojada no Plateau, nas pensões Tchibita e Atlanta. Vitória, uma das doentes evacuadas da ilha de São Vicente adianta ao NN que o maior problema é a solidão por estar longe da família, contudo, considera estar bem alojada e não tem reclamações a nível do tratamento. “Temos hemodiálise três vezes por semana, estamos muito próximos do hospital, no caso de nos sentirmos indispostos”.

Djakc está alojado na pensão Tchibita e reclama da falta de dinâmica para manter os doentes mais ocupados. “Não temos nada para nos divertir, para fazer com que o tempo passe mais depressa”.

A ausência e o apoio familiar são um dos aspectos apontados pelos doentes abordados pelo NN. As expectativas em relação à criação do centro de diálise no Hospital Baptista de Sousa são grandes.

Para Reinaldo, “não há nada melhor do que estar junto da família, onde encontramos o conforto e o apoio necessários para a nossa recuperação”. O mesmo acredita que a abertura do centro de diálise em São Vicente seria “mais eficaz e viável” para os doentes de Barlavento. “Esperemos que a promessa seja cumprida no mais curto espaço de tempo”.

Os custos da diálise rondam os 120 contos por doente. Uma vez que não há comparticipação do INPS, os custos revertem para o Ministério da Saúde.

Sabe-se que o Ministério da Família e Inclusão Social tem vindo a intervir nos casos de doentes com algumas dificuldades em termos de medicamentos e outros aspectos. Este online tentou um contacto com o Ministério da Saúde, sedeado no Palácio do Governo, Várzea, no sentido de obter mais informações sobre as condições dos doentes evacuados na cidade da Praia, contudo, até ao momento, não obtivemos qualquer retorno.

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