Assistentes Sociais de São Vicente querem criar uma delegação da área na ilha

29/05/2017 05:00 - Modificado em 29/05/2017 05:00
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Este fim-de-semana, um grupo de profissionais e alunos do curso de Serviço Social de São Vicente, organizou na Praça da Igreja, uma pequena feira de Serviço Social com o objectivo de dinamizar a área e mostrar as modalidades do curso que é muito desconhecido em São Vicente.

Durante a manhã, o grupo juntamente com algumas entidade que trabalham directamente na área dos serviços sociais, entre elas a Câmara Municipal de São Vicente, a Delegacia de Saúde e o ICCA, promoveu uma campanha de sensibilização da área e do curso, ou seja, conforme explica Alveno Soares, um dos objectivos foi o de trazer o serviço social às ruas, para que não fique apenas nas universidades.

Esta actividade está enquadrada na sequência da criação de uma pró-delegação de assistentes sociais de São Vicente, explica o estudante de Serviço Social da Universidade Piaget. E como já existe no país uma Associação da área, o grupo quer mobilizar profissionais para a criação, no Mindelo, da referida delegação, com a mesma estrutura da Associação Cabo-verdiana de Assistentes Sociais que congrega profissionais da área, mas que responda às necessidades da ilha de São Vicente e, posteriormente, acoplar as ilhas de Santo Antão e de São Nicolau, explica Soares.

“Outra das preocupações do grupo é a desmistificação da ideia de que todos são assistentes sociais e mostrar também as universidades que ministram o curso, falar sobre o curso em si e dos assistentes sociais”.

O local escolhido, a Pracinha da Igreja, não foi por acaso, pois é um local onde existem muitas pessoas com problemas sociais, como os pedintes. Ainda durante a manhã, foi realizada uma acção de primeiros socorros pela Associação de Bombeiros de São Vicente.

“É uma feira pequena, mas com a ideia de projectar a profissão de serviço social como uma nobre profissão que contribui muito para o desenvolvimento de Cabo Verde, por isso, não perspectivámos um número”, responde Alveno Soares, sobre a adesão do público, esclarecendo, no entanto, que a ideia principal, consistia na mobilização e entrega de folhetos sobre o Serviço Social. “Queríamos que fosse uma versão zero de uma próxima feira”.

Sobre a criação da delegação, este explica que no momento estão a trabalhar em cimentar a ideia, deixá-la ser algo de fluido, algo em que têm vindo a trabalhar nos últimos seis meses. “Queremos envolver as pessoas, fazer-lhes criar o sentimento e pertença e, quando o projecto estiver completamente amadurecido, daremos o próximo passo”.

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