TACV: SIMATEC está indignado e preocupado com a decisão do Governo

25/05/2017 04:57 - Modificado em 25/05/2017 05:02
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Em conferência de imprensa, para reagir ao sucedido, o Presidente do Sindicato da Indústria, Metalomecânica, Transportes, Turismo e Comunicações (SIMATEC) diz que o Governo decidiu por esta reestruturação e privatização da companhia de bandeira, TACV, sem antes dialogar e comunicar com os trabalhadores e os sindicatos representativos da classe.

 

“Estranhamos a forma como o processo foi conduzido. Parece-nos uma medida avulsa, porque o executivo não consegue especificar muita coisa, por exemplo, diz que vai ficar com um ATR até Junho e não especifica qual o destino do outro. Diz ainda que vai criar uma linha de crédito para apoiar os trabalhadores, mas não fornece informações, queremos que partilhem com os sindicatos e a sociedade as soluções para os trabalhadores”, adianta o representante.

Tomás de Aquino diz que as medidas do Governo em relação à TACV foram tomadas no maior secretismo deixando de lado os principais visados, no caso, os trabalhadores que dedicaram quase toda a vida à empresa o que revela total falta de respeito e de consideração.

Por isso, assegura, o SIMATEC declara tudo fazer em prol desses trabalhadores. Além disso, questiona ainda o Governo sobre a adopção desta mediada tão “profunda e importante”, sem apresentar propostas e soluções para o futuro da classe, dando assim, um mau sinal quanto ao futuro deste processo. “Sobretudo, quando a medida é tomada e anunciada pelo detentor da pasta do emprego que tem o dever de promover e estimular a criação de empregos no país”, declara.

Este representante garante, no entanto, que o SIMATEC irá acompanhar com preocupação a evolução do processo, solicitando todas as informações sobre as medidas e o futuro da classe para agir em conformidade, ou seja, defender os postos de trabalho e, se não for possível, trabalhar no processo das indemnizações.

Adianta ainda que têm estado em contacto com a administração da TACV, com a possibilidade de enviar para a reforma antecipada aqueles trabalhadores que estão próximos da reforma. “Todas as soluções possíveis para que os trabalhadores não saiam numa situação difícil desse processo”.

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Sobre isso diz que não conhece os meandros do dossiê, mas acredita que o Estado não deve entregar o monopólio a uma companhia estrangeira e defende que, como cidadão e sindicalista, o Estado de Cabo Verde deveria ter uma percentagem maioritária.

Apesar de afirmar que irá trabalhar de forma a não deixar os trabalhadores à própria sorte, o Governo ainda não anunciou nenhuma medida concreta ou quantos funcionários serão dispensados e, nisso, o SIMATEC espera que não seja um número elevado de modo a aumentar a fila do desemprego. “Queremos que achem soluções, uma vez que foi este Governo que prometeu criar nove mil postos de trabalho, mas as medidas nos últimos tempos têm-nos preocupado e temos ideia de que vai aumentar o desemprego no país”, conclui.

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