Cozinheiros da Cadeia da Ribeirinha trabalham 12 horas por dia e exigem aumento salarial

25/05/2017 04:44 - Modificado em 25/05/2017 04:44
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A denúncia foi feita a este online por um dos funcionários da referida instituição. Estes reclamam por melhores condições salariais, melhores condições de trabalho e falta de subsídio de risco. Uma situação que, segundo dizem, já se arrasta há muitos anos.

 

De acordo com a nossa fonte ,que respeitamos o anonimato, trabalham há vários anos no estabelecimento prisional de São Vicente com o salário de 19 mil e são apenas quatro funcionários que cozinham para mais de trezentas pessoas que estão encarceradas no estabelecimento prisional. Afirmam que esta não é a primeira vez que procuram a comunicação social, mas que nunca obtiveram qualquer resposta nem da Direcção-Geral dos Serviços Penitenciários (DGSP), nem do Ministério da Justiça.

A fonte assegura que todos estão descontentes com a situação, tendo já levado à direcção prisional as suas preocupações e reivindicações, mas não lhes foi dada nenhuma satisfação, se vão ou não resolver o problema do aumento de salários, bem como do horário de trabalho, já que entram às 6:30 da manhã e saem às 6:00 da tarde, e no outro dia estão de folga, considerando injusto o salário tendo em conta não só a carga horária, bem como o desgaste de cozinhar para mais de 300 pessoas.

Um desses “homens da cozinha” da cadeia da Ribeirinha, sob anonimato, diz que além da direcção do presídio, já contactaram também o sindicato que já expôs a situação a quem de direito, mas ainda não foi feito nada.

“Sentimo-nos frustrados dentro daquela cozinha. Somos o leme do estabelecimento e não vêem que o nosso descontentamento se reflecte no funcionamento da instituição prisional”, adianta a nossa fonte.

Sem falar ainda, conforme explica, da existência de presos perigosos e de não auferirem, por isso, de nenhum subsídio de risco, já que ficam expostos e sujeitos a sofrerem alguma agressão. “Devem criar condições de segurança física nas cozinhas das cadeias e o subsídio de risco”.

Estes servidores do sistema prisional reivindicam a abertura, pelo menos, de uma negociação por parte dos responsáveis da administração pública no sentido de verem uma luz e resolverem o problema.

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