ULCS reitera que a isenção de vistos é “facto consumado”

23/05/2017 04:40 - Modificado em 23/05/2017 04:40
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O Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, diz que não recuou na medida da isenção de vistos de cidadão europeus para a entrada em Cabo Verde. Tema que levou partidos e cidadãos a opinarem sobre o assunto. A medida era supostamente para entrar em vigor em Maio, mas agora, como anunciou, ficará para Janeiro de 2018.

Um quesito muito aclamado aquando da discussão do assunto, foi a falta de informação por parte do Governo sobre como a medida iria ser implementada. Outro aspecto sobejamente sublinhado foi a questão da segurança. Na intervenção sobre o assunto, o Primeiro-ministro revela informações importantes sobre como se irá proceder, ficando agora, com cerca de nove meses para se preparar a medida, em vez dos dois meses, se tivermos em conta o anúncio da medida e a sua anterior data de entrada em vigor (1 Maio).

Neste novo formato de organização do processo de implementação da medida, Correia e Silva já conta com o Parlamento para a provação da lei e também com a criação de uma logística para que a medida possa ser implementada.

Tempo que acredita ser suficiente para que tudo possa estar a funcionar da melhor forma até ao mês de Janeiro.

Outra questão já antes criticada era a questão da segurança e da falta de esclarecimento de como se iria fazer a discriminação das pessoas que iriam entrar no país. Neste aspecto, Ulisses Correia e Silva prove instruções e informações sobre este aspecto. “É uma iniciativa relacionada com a segurança das fronteiras, nomeadamente, a fronteira área. Vamos precisar de tempo para montar toda uma plataforma de gestão de entrada e saída baseada em dados biométricos, o mesmo sistema que se utiliza nos aeroportos americanos e europeus”.

Correia e Silva acrescenta ainda que vai ser desenvolvida uma plataforma pelo que “quem visitar Cabo Verde tem de fazer uma pré-inscrição e, num prazo relativamente curto, saber-se-á quem entra e quem sai. É apenas uma questão da adequação da logística para a implementação da medida, não há recuo. Está-se a andar para a frente”.

Desta forma, Correia responde de forma indirecta às perguntas que lhe tinham sido colocadas pela oposição sobre a questão da isenção dos vistos e sobre como o Governo irá implementar a medida, ao mesmo tempo que mantém uma segurança adequada ao país.

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