Caso Hélder Delgado: Agente da PN acusado de provocar a morte fica em prisão preventiva

19/05/2017 04:48 - Modificado em 19/05/2017 04:48

O agente da polícia acusado de ter causado a morte do jovem Hélder Delgado, de 19 anos, foi transportado para a Cadeia de São Martinho, isto após a audiência do julgamento que teve lugar na passada terça-feira.

 

A vítima foi agredida à paulada dentro da residência do agente “Manu”, na zona de Pensamento, cidade da Praia. O caso aconteceu no passado dia 26 de Fevereiro. Dez horas após a detenção, “Ababa”, como era conhecido, veio a falecer ainda na Esquadra da Polícia em Achada Santo António.

Na altura, Renato Fernandes, Comandante Regional da Polícia Nacional da Praia, assegurou que Hélder Delgado foi surpreendido a roubar dentro da residência de um agente e que este terá agido em legítima defesa.

A certidão de óbito acusa morte por choque hipoglicémico, contudo, noutros documentos consta “politrauma”. A morte do jovem desencadeou investigações à volta do caso que culminou na suspensão de, pelo menos, nove agentes da Polícia Nacional, considerando que não foram respeitados os procedimentos para com os detidos.

Indivíduos detidos na mesma cela de Hélder afirmaram que durante a noite, por várias vezes, solicitaram auxílio do pessoal policial de serviço, porque o falecido estava em más condições, mas “não lhe foi dada a devida assistência”.

Ivanilda Silva, irmã da vítima, apela por justiça e acusa o Comandante da Esquadra de compactuar com o crime protegendo os agentes da polícia envolvidos. Inconformados e revoltados, os familiares da vítima consideraram “insuficiente” a medida tomada pelo Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, e exigiram medidas mais severas.

Contudo, o processo seguiu os seus trâmites legais e, cerca de três meses depois, o Tribunal da Comarca da Praia realizou a audiência de julgamento do agente conhecido por Manu. O Juiz teve mão pesada e decretou prisão preventiva ao arguido na passada terça-feira, 16.

  1. Adelcides Tavares

    Não é julgamento, mas sim,o Arguido, foi detido fora de flagrante delito através de mandado de Captura pelo Ministério Publico, e foi apresentado ao Juiz Competente para o Primeiro Interrogatório Judicial, ao qual foi lhe aplicado a medida de Coação Pessoal que é Prisão Preventiva.

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