Ciberataque: Cabo Verde em estado de alerta

18/05/2017 04:45 - Modificado em 18/05/2017 04:45
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Após o ataque cibernético do dia 12 de Maio que afectou as redes de computadores em centenas de países no mundo, o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI) está em alerta, isto porque o ataque já atingiu cerca de 150 países no mundo inteiro.

Com risco de novos ataques, o NOSI está alerta com a situação e, de acordo com o responsável da segurança, Hélder Veiga, a entidade não registou nenhum ataque na rede, mas tal pode vir a acontecer porque existem muitas variantes do vírus ‘WannaCry’ utilizado nestes ataques e que podem ser utilizados para outro tipo de ataque.

O golpe funciona assim: recebe-se um e-mail, aparentemente confiável. Mas se clicarmos no anexo, imediatamente o computador é infectado e todos os que estão ligados em rede com ele. No momento, todos os dados, os arquivos, são criptografados. Ou seja: perdemos o acesso a eles. No ecrã, aparece uma mensagem: para ter os documentos de volta, só pagando resgate, escreve um jornal internacional.

Por isso, os utilizadores devem ter cuidado ao abrirem e-mails de origem desconhecida ou terem alguma desconfiança quanto ao ficheiro recebido, mesmo se de um utilizador fidedigno.

No entanto, garante que a rede está a ser monitorada bem como todos os serviços e equipamentos para evitar e garantir que não “sejamos atingidos, principalmente para tentar proteger todas as instituições sedeadas no NOSI”, afirmou, exemplificando os hospitais e outras instituições de saúde citadas pela Inforpress.

“A partir do momento em que um computador for atacado, temos de garantir que todo o sistema esteja actualizado para se poder eliminar o que foi atacado e que o vírus não venha a espalhar-se para outras máquinas, mas dificilmente se consegue eliminar completamente”, esclareceu, indicando que todos os utilizadores devem, por isso, garantir a actualização das suas máquinas.

O primeiro ataque lançado na sexta-feira, 12, afectou hospitais britânicos, o fabricante de automóveis francês Renault, o sistema bancário central da Rússia, vários ministérios russos, o grupo norte-americano FedEx, as universidades na Grécia, China e na Itália e a espanhola Telefónica das telecomunicações.

De acordo com a imprensa internacional, é preciso uma investigação internacional complexa para descobrir quem está por trás do ataque. Avançam ainda que quem desenvolveu essa tecnologia foi o governo americano – através da agência de segurança nacional: a NSA.

O vírus explora uma falha grave no sistema Windows que é o mais usado no mundo. A Microsoft já tinha corrigido o problema em Março.

Quem actualizou o sistema desde então, estava protegido. Mas muitas empresas e órgãos públicos não actualizam o sistema operacional com frequência porque isso custa.

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