Académica do Mindelo: “Processo foi decidido com coração e não com cabeça”

18/05/2017 04:42 - Modificado em 18/05/2017 04:42

Ainda sobre a polémica em relação ao Campeonato Regional de São Vicente, relativamente ao Acórdão proferido pelo Conselho de Justiça da Federação Cabo-verdiana de Futebol que ditou a derrota da Associação Académica do Mindelo no Campeonato de São Vicente época 2016/2017.

A Associação Académica do Mindelo reafirma a sua posição sobre o caso, alegando diversos pontos, sendo o primeiro, a inscrição do guarda-redes Keven Jorge Ramos Sousa na Associação Regional de Futebol de São Vicente, época 2016/2017.

“Jogador, cujas peças do processo se encontravam legais e autênticas, a saber, Bilhete de Identidade, Certidão de Narrativa Completa e Boletim de inscrição devidamente preenchidos e com o reconhecimento presencial da assinatura feito pelo Notário”. E após o protesto do Derby alegando inscrição irregular do jogador, a FCF decidiu que o “jogador Keven Jorge Ramos Sousa nascido em 1989 é igual ao suposto jogador que militou em Portugal de nome Kevin Jorge Ramos Sousa nascido em 1994”, diz Manuel Cabral, Presidente da Académica do Mindelo.

“Parece-nos, salvo o devido respeito pela diferença, que se os dois nomes acima são a mesma pessoa, a matéria é do foro Criminal e não da Justiça Desportiva, porque há aqui adulteração de identidade”, continua o desabafo da direcção do clube na sua rede social.

Este faz ainda referência ao Certificado Internacional do jogador que “não foi apresentado ou pedido”.

Para Manuel Cabral, é cinismo do órgão de Justiça que “muito bem sabe e se não sabe deveria saber, que se fosse pedido o certificado referido, a resposta seria negativa uma vez que o jogador por nós inscrito não consta em nenhum registo internacional e o que supostamente é igual, também não consta dos Registos em Cabo Verde, ou será que a FCF tem o DNA desses jogadores?”, questiona.

Critica ainda a forma rápida como foi decidido o mencionado processo, afirmando que Carlos Lopes (Presidente do Derby), Júlio do Rosário (ex-Presidente da ARFSV), Victor Osório (Presidente da FCF), José Moreno, Hernâni Soares e Rogério dos Reis (membros do CJ da FCF) “são bons conhecedores dos meandros dessa máfia de adulteração de identificação, pelo que deveriam colaborar com a Procuradoria da República e a PJ no sentido de se clarificar e sanar de vez do futebol esse mal que o assombra, sob pena de não o fazendo, se inferir cumplicidade nesse âmbito. Por outro lado, apelamos às Autoridades competentes para procederem a uma investigação minuciosa dessa matéria por forma a pôr cobro a esse mal que aflige o futebol”.

  1. Mindelense

    Agora que crê oia se Cadémica tem palavra…bzôt dze que bzôt tava ta bai denuncia tude esse máfia na FIFA. E agora, qual é próximo passo? Cambada de cobardes.

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