Ministro das Finanças: “Queremos num ou dois dias tramitar todo o processo alfandegário”

17/05/2017 07:59 - Modificado em 17/05/2017 07:59
| Comentários fechados em Ministro das Finanças: “Queremos num ou dois dias tramitar todo o processo alfandegário”

O Ministro das Finanças, Olavo Correia, pretende melhorar a posição de Cabo Verde no ambiente de negócios, sendo a ambição do governante a de colocar o país no top 50 em termos de “Doing Business”. Para isto, o Ministro ambiciona agilizar os procedimentos alfandegários para que estes possam ser realizados num ou dois dias.

 

O Ministro das Finanças acredita que com a reactivação do Comité Consultivo do Porto da Praia, é possível combater a morosidade do processo de tramitação aduaneiro, mas reconhece que é preciso uma intervenção dos colaboradores que trabalham na Administração Pública, em parceria com o sector privado. “Queremos ser capazes de, num ou dois dias, poder tramitar todo o processo alfandegário. Precisamos de agilizar os processos”, lê-se no site do Governo.

Olavo Correia pretende agilizar o processo nas alfândegas, mas reconhece que para isso também é necessário criar “todas as condições de motivação pessoal, resolvendo os problemas a nível das promoções e requalificações na carreira, de modo que os funcionários estejam concentrados na prestação do melhor serviço possível”, frisa o Ministro das Finanças que garante a criação dessas condições.

O Ministro das Finanças defende que a demora no processo alfandegário tem de ser ultrapassada para o bem do país e acredita que os pareceres do Comité “irão servir para que possamos, em cada momento, tomar as melhores decisões possíveis, no sentido de formatarmos tanto as alfândegas, como toda a rede de desembaraço alfandegário”, uma vez que existe a ideia de replicar o Comité em todas as instâncias aduaneiras do país, no sentido de melhorar a qualidade da prestação dos serviços.

Por sua vez, a Directora Nacional das Receitas do Estado, Liza Vaz, relembra o papel importante e complexo das alfândegas num país como Cabo Verde que produz muito pouco e, neste sentido, reconhece que “as alfândegas ganham um papel complexo com tarefas e responsabilidades acrescidas e funções de defesa de valores fundamentais”. Liza Vaz adianta que a missão não é fácil, “sobretudo no contexto actual, mas é um desiderato que tem de ser cumprido, a bem das ambições do país”. Desta forma, a Directora Nacional das Receitas do Estado enaltece a importância do Comité que apoiará na identificação e na resolução de um conjunto de constrangimentos da rede de tramitação aduaneira.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.