Permuta de terrenos: cidadãos apoiam a decisão da CMSV

11/05/2017 04:55 - Modificado em 11/05/2017 04:55
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A CMSV tem trabalhado juntamente com privados para conseguir o espaço “basquete”, ao lado do Hospital Baptista de Sousa para trabalhar na sua expansão. O documento foi aprovado na última sessão da Assembleia Municipal para que a edilidade pudesse prosseguir com a permuta do espaço desportivo, Academia Carlos Alhinho, a um privado e este, em troca, daria um aval para a utilização do “campo basquete”  para a expansão do hospital.

Um tema que não tem sido nada consensual entre as forças políticas da ilha, com o PAICV e o MpD a optarem por abordagens diferentes. A preocupação do PAICV reside em perseverar duas infra-estruturas de duas áreas importantes, saúde e desporto. O MpD e a edilidade olham para a saúde como prioridade. Dois pontos de vista que os dois ainda não conjugaram da mesma forma, com a obra já aprovada.

São duas áreas importantes, desporto e saúde, que as pessoas desejam que sejam conjugadas de forma que todos possam ser beneficiados. A expansão do hospital é muito bem recebida pelas pessoas, na perspectiva de melhorar os serviços e ainda a possibilidade de ter mais serviços ao seu dispor. “Penso que a expansão é algo que já deveria ter sido feito há muito tempo. Podemos ver como o hospital está sempre cheio de pessoa pelo que, às vezes, é difícil ter um bom serviço”, argumenta Sandro Santos que acrescenta que com a expansão, os problemas do hospital podem vir a ser superados.

Segundo os entrevistados, são sobejamente conhecidos os problemas que afectam os serviços do hospital e se a expansão vai resolver estes problemas, as pessoas estão satisfeitas. Entre os problemas destacam as listas de espera para análises e consultas. E há quem mesmo critique o modelo de visita nos hospitais, pelo que “qualquer coisa que traga melhorias para o hospital é bem-vinda”.

A importância de um hospital moderno e remodelado é bem aceite, assim como o facto do espaço da Academia continuar a ser também destinado ao desporto. O espaço é antigo e já é tradicional quando se fala de desporto. “JAC-CV” como é chamado de forma comum, é um espaço de prática de desporto que nos últimos anos, com a remodelação do lugar, ficou mais restrito, como diz Alex Dias. Mas o mesmo não entende a confusão entre os dois espaços, desde que “mantenham um para a saúde e outro para o desporto”.

Neste sentido, também não entende a situação dos políticos sobre duas obras importantes. “Acho que muitas vezes, os políticos não gostam de ver as coisas. Todos nós pensamos que é importante melhorar o hospital, como também é importante deixar espaço para o desporto”, diz Steven Neves.

Mas quando se questionam as pessoas sobre a continuidade da Academia para a prática do desporto, uma preocupação volta-se para os campos relvados. “Para além daquele campo, as pessoas querem praticar desporto também nas suas zonas e nos campos relvados. Se as pessoas não estiverem em equipa não se joga”, desabafa Ivanildo Gomes. Não é o único que tem este sentimento. José Santos afirma também que os campos deveriam ser mais liberais de modo que, pelo menos, as pessoas das zonas os pudessem utilizar.

Voltando à questão, a satisfação é ampla em relação à expansão do hospital. E a questão do desporto não reside apenas na Academia, mesmo sendo um ponto conhecido desportivamente. Também deve ser alargado a outros campos, principalmente aos relvados, com uma liberalização para a prática do desporto.

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