Olavo Correia confirma que a ajuda orçamental está “condicionada a resultados”

10/05/2017 04:52 - Modificado em 10/05/2017 04:52
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O ministro das Finanças confirmou a informação avançada ontem pela LUSA  que   “O Banco Mundial vai manter a suspensão do apoio orçamental a Cabo Verde, decidida há mais de um ano, até que o Governo submeta para aprovação o plano de reestruturação da empresa Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV). Olavo Correia avançou que o plano de reestruturação da companhia aérea TACV está na fase final.

 

“Estamos em contacto permanente com o Banco Mundial, temos consultores que estão a trabalhar connosco, já tivemos várias reuniões sobre esta matéria e estamos na fase final para apresentarmos o documento conclusivo em relação a esse processo” Olavo Correia explicou que, no âmbito do “diálogo permanente” com o Banco Mundial, foi apresentado um primeiro rascunho do plano, que foi sujeito a sugestões de melhoria, e que está em fase de conclusão “o processo para que haja um quadro claro em relação ao que será o caminho para a transportadora aérea”.As declarações do Ministro da Finanças surgem depois de a representante do Banco Mundial para Cabo Verde, Louise Cord, ter dito, em entrevista à agência Lusa, que a ajuda orçamental, uma das componentes do programa de apoio ao país, se encontra suspensa até à entrega do referido plano.

Surgem também depois de, na segunda-feira o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ter dito que o Governo já tinha “conseguido mostrar um programa credível de reestruturação e recuperação da empresa” com vista à privatização.

O Banco Mundial aprovou um novo programa de apoio para os próximos três anos em Cabo Verde, estimado em 90 milhões de dólares (cerca de 82 milhões de euros), que irá começar o financiamento de projetos a partir de julho, mas manterá a componente do apoio orçamental suspensa até que seja encontrada uma solução para a TACV.

Olavo Correia sublinhou que o pacote global de financiamento está a funcionar e confirmou que a ajuda orçamental está “condicionada a resultados”.

“Esses resultados em concreto têm a ver com a conclusão do processo da TACV. Estamos na fase final. É um processo muito complexo porque não tem a ver apenas com a importância da empresa, mas com a importância dos transportes aéreos para a economia cabo-verdiana”, disse.

“Estamos prestes a concluir o processo e, em função disso, aceleraremos toda a cooperação com o Banco Mundial e com os demais parceiros, porque estão todos preocupados com o risco que a empresa ainda hoje representa para as finanças públicas”, reforçou.

Segundo o ministro das Finanças, a empresa Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) tem uma dívida acumulada de 110 milhões de euros, o que representa 8 a 9% da riqueza do país.

Fonte : LUSA

 

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