Jovens não precisam de ideias, mas sim de incentivos

17/04/2012 07:38 - Modificado em 17/04/2012 07:38
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Fundada em Março de 2006 a Paul Tour é uma empresa que teve inicio para a valorização do Paul como “paraíso de Cabo Verde” e de potencializá-lo como um produto para o turismo. Os projectos iniciais eram voltados para este vale. Mas como explica o Adriano Cruz, fundador e dirigente da empresa, é necessário criar produtos alternativos para as empresas e hoje a Paul Tour oferece um leque variado de serviços. Caracterizado hoje pela sua dedicação a feiras, workshop, excursões para ilha de São Antão e São Nicolau também dedica a prestação de serviços na área de eventos.

Na busca de soluções para melhorar a empresa e dar dinâmica a ilha e soluções para a juventude a Paul Tour tem em carteira alguns projectos, dos quais já falaram com o governo. Entre estes projectos destaca “Feira de montanha de natureza”. Esse primeiro projecto visa valorizar o produto turístico de Pico da Cruz e Pedra de Dia. Esse projecto terá uma componente comercial, beneficiando a empresa, mas também a população com uma componente social com o lançamento de cinco produtos para ajudar na luta contra a pobreza. Como explica Adriano Cruz entre eles estão o projecto de “valorização da mulher criando condições para transformação agrícola e tentar captar água das nuvens para esse projecto, e também projecto de desenvolvimento da agricultura e a criação de animais voltados para uma pequena indústria de transformação de alimento”.

Outro projecto tem como público-alvo a terceira geração de filhos de emigrantes de cabo-verdianos. Como muitos não conhecem o país o objectivo é “trazer jovens de fora para ter relações de amizades com cabo-verdianos e de forma a desenvolver o empreendedorismo”. Adriano Cruz acredita que os residentes estão cheios de ideias e que os que vivem lá fora têm maior capacidade de captar financiamento. E esta junção poderia ser benéfica para ambos.

Mas Adriano lamenta a falta de oportunidades concedidas aos jovens e a “falta de soluções por parte do governo”.  Para este empresário os apoios deverão ser no que falta e não no que já se  tem. Para ele os jovens não precisam de ideias, porque já tem muitas, mas de “apoios no financiamento, taxas de juro razoável, taxas de juro de fundo perdido e de incentivos”.

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