Presidente do Clube Falcões do Norte diz que é a único prejudicado com a perda de pontos da Académica

4/05/2017 05:10 - Modificado em 4/05/2017 05:10
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O Presidente do Falcões do Norte, Aldino Cruz, quebrou o silêncio acerca do caso “Ken” que motivou a despromoção directa do clube de Chã de Alecrim e que viu os seus adversários directos serem beneficiados com pontos que ditaram a descida directa da sua equipa que estava, por esta altura, na disputa da Liguilha, se tudo não tivesse desmoronado no Campeonato Regional. O Presidente sente que a sua equipa está a ser a vítima e aponta o dedo à actual comissão que gere o futebol em São Vicente como o principal provocador desta situação e já ultima recursos para poder intervir para salvaguardar os interesses da sua equipa.

 

Ao NN, Aldino Cruz afirma que, anteriormente, a Associação Académica do Mindelo tinha solicitado um certificado internacional à Federação Cabo-verdiana de Futebol mas que quando constataram uma diferença nos nomes requisitados revolveram não emiti-lo. Entretanto, nesse meio tempo, a comissão reuniu-se e passaram por cima da decisão da Federação Cabo-verdiana de Futebol e resolveram emitir uma licença para que o jogador jogasse aqui em São Vicente.

O Presidente do Falcões não entende o motivo que levou o Presidente do Clube Desportivo Derby, António Lopes, a reclamar já que esteve presente na reunião e todos deram por bem emitir essa licença “que, do nosso ponto de vista é ilegal, já que a FCF sendo o órgão máximo, não deu o seu parecer positivo à associação pelo que esta comissão não deveria dar essa licença e, dando a licença, o Clube Falcões do Norte é que saiu prejudicado nesta história. Isto porque no campeonato jogado ficámos à frente do FC Salamansa e, com a atribuição de pontos, nós vamos para a segunda divisão”.

O Presidente do Falcões do Norte quer que a verdade desportiva seja reposta e que a sua equipa não seja a mais prejudicada, por isso, o órgão máximo que gere o futebol no país tem que tomar uma posição forte relativamente a esta história sobre essas ilegalidades que estão a acontecer no futebol aqui em São Vicente. “A FCF está a analisar o problema de uma forma muito simplificada, portanto, não está a ver que o Clube Falcões do Norte está a ser prejudicado nesta história, porque simplesmente mandou retirar pontos à Académica e atribuiu às outras equipas e, infelizmente, nós não jogámos com a AAM, pelo que fomos os prejudicados”, sublinha.

Aldino Cruz diz inclusive que até já consultou o regulamento português que expõe que quando um clube joga com um jogador de forma ilegal, além da punição com a derrota, ainda lhe são subtraídos entre dois a cinco pontos por cada jogo e sustenta que, infelizmente, o regulamento disciplinar da FCF tem penas muito ligeiras quando se observam casos deste tipo e precisa de ser actualizado, “porque nós que inscrevemos todos os nossos jogadores de forma legal é que estamos a ser prejudicados e, logicamente, quem cometeu a ilegalidade não está a ser punido de forma severa”.

“Nós não temos culpa de uma má gestão e de uma má decisão da comissão de gestão do futebol aqui em São Vicente, pois é o principal culpado porque é ele que gere a inscrição dos atletas. Eles sabiam da espera que a Académica teve acerca do certificado internacional do atleta mas, mesmo assim, resolveram dar a licença para o jogador poder jogar e não vejo nenhuma lógica nisso”, afirma o Presidente da equipa de Chã de Alecrim.

O Presidente declara que não sabe se a AAM está a meter um recurso junto da FCF, mas menciona que a sua equipa vai recorrer legalmente e já tem em mãos duas cartas, uma para endereçar à comissão de gestão do futebol em São Vicente e outra para a FCF, para que as decisões sejam tomadas de forma a não prejudicarem a sua equipa que fez todo o seu trabalho dentro das regras e que não são as opções de outros que os vão penalizar.

“A Académica fez um finca-pé para inscrever o jogador e a comissão colaborou e a associação já sabia da história toda. Eles não são inocentes nesta história, porque na decisão da FCF está explícito que eles não pediram o certificado internacional porque os nomes não eram iguais. Se eles sabem de tudo isso, como é que foram emitir a licença para o jogador poder jogar? Não há nenhuma lógica nisso. A comissão que gere os processos de inscrição dos jogadores sabia de toda a história mas passou por cima e agora nós é que ficamos prejudicados”, conclui Aldino Cruz.

Com o jogo da primeira mão da Liguilha à porta agendado já para este sábado entre o FC Salamansa e Ponta d´Pom, o Presidente espera ter uma decisão que adie este jogo até que tudo seja novamente reposto neste capítulo, sobretudo, a verdade desportiva.

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