Mitt Romney vence primeiro debate presidencial com Barack Obama

5/10/2012 01:00 - Modificado em 5/10/2012 01:00
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No primeiro de três debates com o Presidente americano Barack Obama, Mitt Romney fez o que toda a gente disse que ele tinha de fazer para ultrapassar a percepção de que a sua derrota nas eleições presidenciais estava iminente: venceu, e de forma decisiva.

 

O candidato republicano mostrou-se bem preparado: nos primeiros 15 minutos do debate, na quarta-feira à noite, insistiu em falar da classe média enquanto Obama falou de números e soou abstracto. Durante hora e meia, Romney foi o mais agressivo dos dois, pressionando o Presidente democrata por não ter feito mais pela economia americana nos últimos quatro anos. Foi mais articulado e eficaz frente a um Barack Obama defensivo e palavroso.

 

A percepção de que Romney liderou o debate tornou-se evidente muito cedo e manteve-se até ao fim. Sim, uma campanha em crise pode renascer numa noite: no final, os jornalistas presentes na Universidade de Denver, no Colorado, onde o frente-a-frente teve lugar, falavam de “um novo Romney”. Na CNN, os analistas declararam a corrida empatada, outra vez. E os comentadores republicanos na sala de imprensa – senadores, governadores, e outros líderes do partido – tinham os maiores sorrisos. Na verdade, os democratas não sorriam mesmo nada.

 

Romney e Obama discutiram economia, criação de emprego e política fiscal, criticando os planos e propostas um do outro. O ex-governador do Massachusetts defendeu várias vezes que a liderança de Obama falhou na economia, dando como exemplos o aumento da dívida nacional, os 23 milhões de desempregados, e o lento crescimento económico. Ele disse que “a classe média foi esmagada” sob a presidência de Obama.

 

Obama pediu paciência aos americanos: “A questão não é onde temos estado, mas para onde estamos a caminhar”. É uma mensagem que o Presidente democrata tem testado nos últimos meses, em particular desde a convenção do seu partido, há cerca de um mês, mas sempre no conforto da sua campanha, para audiências democratas. Ontem à noite, quando partilhava o mesmo palco com o seu adversário eleitoral, faltou-lhe energia e convicção. Enquanto Romney falava das dificuldades da classe média e prometia aliviar o seu “fardo”, Obama pedia aos americanos para fazerem contas, reforçando os estereótipos de que é demasiado “professoral” ou de que se perde no discurso quando não tem um teleponto.

 

Em nenhum momento, Obama conseguiu vulnerabilizar o rival, apesar de ter tentado retratá-lo como alguém que irá beneficiar os americanos mais ricos e acusá-lo de não oferecer detalhes sobre as suas promessas eleitorais. A sua estratégia foi ser cauteloso, evitando ataques duros que pudessem colocar Romney numa posição de vítima e gerar simpatia. O comentário recente do candidato republicano em que sugeriu que 47 por cento dos americanos são dependentes do Estado – e que colocou a sua campanha em crise –, nunca foi mencionado por Obama.

 

 

 

 

publico.pt

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