1ª Região Militar instaura processo para averiguar suposta agressão a um Polícia Militar

28/04/2017 04:46 - Modificado em 28/04/2017 04:46

Um Polícia Militar, de 21 anos, terá sido supostamente agredido dentro do Comando da Primeira Região Militar em São Vicente. Em declarações à TCV, a mãe da vítima disse que a agressão terá sido por ter mostrado incapacidade na realização de um exercício. O Comandante da 1ª Região Militar adianta que será instaurado um processo para averiguar o que terá acontecido. Contudo, o Tenente-coronel José Rui Neves nega a agressão e garante que não passou de “um mal-entendido”.

O caso terá ocorrido no passado dia 20 de Abril, no Comando da 1ª região Militar em São Vicente. Olívia Crisóstomo, mãe do PM Keny Veríssimo disse à TCV que a agressão aconteceu quando o filho demonstrou dificuldades na realização de um exercício.

O militar de 20 anos terá sido supostamente agredido à paulada e bofetadas no rosto por um instrutor, segundo a mãe, a mando do Comandante. A queixosa, que apela por justiça, conta que durante dois dias o filho foi mantido preso no Comando com várias pancadas no corpo. A suposta vítima permanece na enfermaria do referido estabelecimento.

O Comandante da 1ª Região Militar garantiu que irá instaurar um processo para averiguar o que terá acontecido para apurar as responsabilidades. Porém, o Tenente-coronel José Rui Neves afirma que se trata de “um mal-entendido” e explica que o soldado tem demonstrado dificuldades de adaptação. Esclarece que no dia do acontecido, Keny terá tido “uma reacção pouco normal para um soldado” ao ser corrigido durante um treino de cerimónia.

Diante do comportamento, foram necessários cinco elementos para conter o soldado, “mas não houve nenhuma agressão”, disse. Contudo, suspeitam que o soldado em causa sofra de problemas do foro psicológico, pois teve reacções estranhas daí que se seguirá também um processo para analisar a saúde do mesmo e depois elaborar um relatório que poderá decidir sobre a sua dispensa ou não do serviço militar.

  1. Octávio Costa Alves

    Estranho é que só agora descobriram que o soldado Kenny sobre de perturbações psicológicas! É normal castigar um soldado por não conseguir executar um exercício? Que barbaridade!!!!! Como é possível entregar uma arma à um soldado com problemas de foro psicológico? A história está mal contada e os esclarecimentos prestados pelo comandante da 1ª. Região Militar não me convenceram. O serviço militar obrigatório deve ser repensado e os abusos praticados pelos instrutores e determinados chefes não têm lugar num Estado de direito democrático, como o nosso. Os responsáveis por esse acto bárbaro e infame, infringido ao soldado Kenny devem ser severamente punidos, para que a culpa não morra solteira. Agressões, abusos, desmandos e outras formas reprováveis, são exemplos que uma corporação militar transmite aos jovens, principalmente os que procuram-na voluntariamente, para que no futuro possam ser homens, no verdadeiro sentido do termo? Francamente não compreendo determinados comportamentos, muitas vezes intimidatórios, que certos militares têm em relação aos seus instruendos, tratando-os duma forma desumana. Espero que esse caso seja investigado e que o responsável ou responsáveis sejam exemplarmente castigados, para que casos dessa natureza não façam escola neste Cabo Verde querido, em que todos, sem excepção, devem ser tratados com dignidade.

  2. fernando fortes

    Pois é mãezinha.
    Esses rapazinhos mimados, em que ter mais responsabilidade e respeitar as regras.
    Contudo não é preciso agressão para punir.

  3. Mário Dias

    Nisso kem tem max problemas psicologicos e se comandante e ke ba abusa na el, se atraves de frusraçao la percê max um Monte Tchota?

  4. R. Braga

    Como militar no activo senti vergonha, repito VERGONHA, quando ouvi as desculpas do comandante José Rui. pessoa ate que eu notria alguma estima. a grande verdade é que muitas vezes mais vale a boca calada do que outra coisa. Sinceramente Neves, ainda vais a tempo de retificar a tua asneirada. olha, a procisao ainda vai no adro…

  5. R. Braga

    Meu caro josé Rui neves, devias ter vergonha de na qualidade de comandante de região ter no centro de instrução militar recrutas a tomar aulas/instrução de calçao e camisola. isso sim, é o dever de um comandante que se preze na defesa do (soldado cobaverdiano) ou seu discurdo do ano passado eera só treta? ou o puxao de orelhas do bebebto ainda faz mossa? sinceramente. e olha que o jornalista Eduino santos j tem as fotos

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