Kevin Louro: o pequeno Libero que dá cartas no Voleibol nacional e que olha para o futuro com ambição

27/04/2017 04:07 - Modificado em 27/04/2017 04:39

Kevin Louro Brito Santos ou Jack-Man como é conhecido no desporto nacional, tem 25 anos, milita na equipa do Atlético Volley club, foi chamado mais vez para representar a selecção principal de Cabo Verde para a disputa dos jogos de apuramento para a zona II, pelo que se mostra satisfeito e quer ir mais longe na prova.

 

O jovem atleta de Monte Sossego encontra-se ao serviço da Selecção Nacional que prepara na Cidade da Praia o arranque dos jogos de apuramento para a zona II que decorrerão de 28 a 30 deste mês e a selecção terá como adversários o Senegal e a Gâmbia.

Em conversa com este Online, Kevin fala da sua trajectória no volley e nos passos que o levaram, aos poucos, a se tornar num jogador quase imprescindível para a equipa nacional, onde já há largos anos faz parte sempre das convocatórias. Kevin aponta que aos 12 anos foi convidado para treinar numa Mini escola de Voleibol. “Como desde muito novo gostava de praticar desportos, aceitei o desafio e três meses depois já estava na selecção de sub-17 de São Vicente. A partir daí comecei a ganhar o gosto pelo voleibol”, afirma.

O atleta iniciou a sua carreira no Derby e diz que a paixão pelo voleibol começou quando tinha 16 anos e foi participar nos jogos da CPLP no Brasil mas em voleibol de praia. Um ano mais tarde, Kevin dava mais um salto na sua ainda prematura carreira no mundo do Voleibol, tendo sido chamado pela primeira vez a representar a selecção sénior de Cabo Verde.

O Libero da Selecção Cabo-verdiana e do Atlético Volley Club clube que representa já há sete anos, indica que o seu treinador Heriberto foi sempre um dos pilares fundamentais para a sua rápida evolução e afirmação no Voleibol e, como diz, “sempre encarei cada fase com seriedade, sempre com foco e tinha um objectivo claro. Tive no meu treinador Heriberto, que me treinou desde os tempos do Derby e agora no Atlético, alguém que sempre me deu forças e me mostrou que eu poderia atingir as metas traçadas desde cedo, entre elas, a de representar Cabo Verde nos jogos da Lusofonia. E isso aconteceu em 2009 em Portugal e, logo em 2010, no Senegal.

Após a primeira chamada, Kevin foi sempre convocado para a selecção e esta é a terceira vez que vai disputar o apuramento da zona II para o Mundial da China 2018. “Neste momento, lutamos para sermos tricampeões da nossa zona. O nosso objectivo é vencer a zona II e seguir para a segunda etapa de qualificação e, para isso, temos de vencer jogo a jogo”, declara.

Kevin tem 1,76 m de altura e não esconde o sonho de um dia poder sair do país para representar grandes clubes lá fora como antigos colegas de equipa que por aí já se encontram. “O meu sonho sempre foi o de sair para ir jogar lá fora mas é difícil porque o voleibol é um desporto onde a altura é muito importante e, na minha posição, a altura conta muito”, conclui o Libero.

O jogador já participou em nove finais de campeonatos regionais onde venceu cinco com as cores do Atlético e disputou a final do campeonato nacional por seis vezes também pelo Atlético e venceu quatro. Kevin já foi considerado por duas vezes o melhor jogador de São Vicente e o melhor libero de Cabo Verde.

  1. tio

    Os atletas e dirigentes associativos cabo-verdianos, em particular aqueles que se afirmam categoricamente na modalidade desportiva que praticam, alguns deles até representando o nosso país, merecem maior atenção individual por parte dos poderes públicos, em determinados aspectos muito importantes.

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