Prazo de remoção do navio Soby comprometido devido à areia que está a “engolir” a embarcação

27/04/2017 04:34 - Modificado em 27/04/2017 04:34
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Com todas as cargas removidas, a equipa de mergulhadores agora está focada na extracção do combustível e, também, a trabalhar de forma mais rápida para erguer o navio, que de dia para dia se está a enterrar cada vez mais na areia, o que dificulta os trabalhos de resgate. Desde o dia 19 do corrente mês que iniciou o processo de remoção do navio Soby.

 

De acordo com Francisco Bastos, membro da equipa de mergulhadores da UCS (Underwater Contractor Spain), o Soby que está adornado no cais acostável do Porto Grande do Mindelo, numa das rampas rol on rol off encontra-se, neste momento, enterrado num metro e meio de areia.

“O procedimento que tínhamos anteriormente estabelecido caiu por terra. No princípio, pensávamos que estava a flutuar, ou a tocar apenas no fundo, mas a cada dia que passa está enterrar-se no fundo. Estamos a fazer de tudo para, precisamente, fazê-lo subir, porque agora precisa de mais força para subir”.

Em princípio, conforme a equipa de resgate, não há possibilidade de nenhuma fuga de combustível, mas adianta que logo que possível, os mergulhadores irão fazer uma nova inspecção, isto quando houver maior visibilidade da água que ficou escura durante o processo de remoção das cargas. “Há pouca visibilidade”, diz Francisco Bastos, referindo ainda que não foi encontrado muito combustível nos tanques.

“Os dois tanques de combustível não apresentam nenhum risco, uma vez que o principal se encontra isolado e não apresenta riscos de fuga de combustível. Antes de ser içado, serão feitos alguns testes para inspecção”.

Bastos esclarece ainda que foi feita uma projecção para calcular o peso do navio, mas infelizmente, não correu como pretendido. Agora estão em cima da mesa outras soluções para fazer com que este volte a flutuar, já que o procedimento inicial ficou comprometido devido à areia que está a “engolir” o navio.

Possivelmente isso terá alguma influência no prazo estabelecido, reconhece, já que coloca em causa o prazo inicialmente estipulado de 14 dias para que o navio esteja completamente a “reflutuar”. O prazo poderá alongar-se de dois ou três dias mais.

Para hoje, quinta-feira, está prevista a instalação de alguns flutuadores dentro da embarcação, com peso equivalente a 180 toneladas e quando estiverem prontos irá começar a fase mais complicada que é fazer com que a embarcação adornada volte a flutuar.

O afundamento do navio mercante Soby aconteceu na sexta-feira, 24 de Março. Este pertence à Companhia Oceanmade e tinha como origem o porto da Praia, adornou, no terminal do cais de cabotagem, afundando-se, de seguida, mas sem provocar vítimas.

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