Partido Popular acusa estação a TV RECORD de discriminação

27/04/2017 04:07 - Modificado em 27/04/2017 04:07
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O Partido Popular de Cabo Verde mostra-se preocupado com o tratamento dado ao partido por parte da comunicação social e, neste particular, com “o tratamento discriminatório por parte da TV Record”, como afirma o partido em comunicado. O partido fundamenta que no dia 24 de Abril convocou a referida estação para fazer o balanço do primeiro ano de governação do MpD e falar sobre o seu relacionamento com a imprensa.

 

O partido afirma que enviou o convite à estação televisiva, mas esta “optou pela não comparência”. Segundo o PP, não é a primeira vez que tem um tratamento discriminatório, pelo que, sublinha, está em curso na Agência de Regulação da Comunicação Social uma queixa, datada de 31 de Março de 2017, contra a TV Record com o fundamento explícito da discriminação.

Essa queixa, como sublinha, tem fundamento. Segundo o partido, a estação televisiva emite noticiários divulgando ideias do Governo, do partido que o sustenta e do PAICV.

“Para estes dois partidos políticos antigos, a TV Record dá um tratamento diferenciado, e muito desigual ao PP, um partido recém-criado que não exige um tempo de antena igual ao dos outros dois partidos estabelecidos, mas que pede alguma equidade, isenção, imparcialidade e justiça no relacionamento da TV Record com o Partido Popular”, escreve Amândio Barbosa Vicente, Presidente do PP.

O PP fundamenta a sua posição e o que considera ser um direito. Fundamenta-a com o direito de expressão e de divulgação de ideias. “Portanto, como se depreende, o PP está a ser impedido de exercer os seus direitos consagrados sendo, por isso, discriminado, supostamente por não ter a representação parlamentar, ou então, porque as suas ideias não são da conveniência de quem dirige a TV Record”. Para o PP, além da discriminação baseada em pressupostos constitucionais, há ainda a violação da lei da comunicação social.

“Este acto é discriminatório e revela falta de isenção, capaz de pôr em perigo os pressupostos de um Estado de Direito Democrático”. Neste sentido, apela pela intervenção da ARC para que a referida estação televisiva “cumpra as suas atribuições, respeitando o código deontológico que rege a actividade da comunicação social”.

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