Monte Tchota: D. Arlindo Furtado exorta os familiares a não viverem aprisionados a dor

26/04/2017 06:48 - Modificado em 26/04/2017 06:48
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“A superação é para muitos, mais difícil, mas é possível e necessária porque não nos podemos fixar no tempo, não podemos ser aprisionados por uma circunstância da vida por dolorosa que seja, porque multiplicaremos as vítimas e não podemos ser vítimas por toda a vida”, diz Dom Arlindo Furtado durante a Eucaristia de sufrágio em homenagem às vítimas do massacre no destacamento de Monte Tchota, Conselho de São Domingos, ilha de Santiago.

 

O Cardeal D. Arlindo celebrou na capela de Rui Vaz a Eucaristia de sufrágio em homenagem às almas das onze vítimas do massacre de Monte Tchota. Familiares e amigos recordaram hoje com profunda tristeza o dia em que, de forma trágica, perderam os seus entes queridos no destacamento militar de Monte Tchota.

Durante a homilia, o Cardeal D. Arlindo Furtado lamentou a morte das onze pessoas e apelou aos familiares para não permanecerem “vítimas” superando a dor da perda. O celebrante consola os presentes recordando o drama por que passou Jesus Cristo na cruz assumindo as fraquezas humanas sobre si, contudo, garantiu a vitória ressuscitando. “Com a certeza de que a morte não é a última palavra, Jesus trouxe uma alegria inimaginável aos corações daqueles que estavam a ser massacrados pela dor, remorso, tristeza e desespero”.

De uma forma solidária, D. Arlindo convidou os familiares e amigos a não viverem presos a dor que os consome e defende que o drama não pode ser o fim do mundo, considerando que “o que temos que passar na vida são acidentes, circunstâncias, mas constituem a substância da nossa vida”.

  1. Arlindo exorta os cristãos a superarem a dor e, acreditando “numa vida nova para a qual renascemos na fé e na esperança da ressurreição, devemo-nos animar e ajudar a superar o momento do passado para que a vida se evolva na maior normalidade possível”.

O Governo esteve presente na pessoa do Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha. Estiveram ainda presentes o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA), Anildo Morais, e outras entidades. O momento foi de grande consternação e tristeza para os familiares e amigos que marcaram presença na Eucaristia.

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