Isenção de vistos: os Velhos do Restelo continuam a pregar

26/04/2017 06:22 - Modificado em 26/04/2017 06:22
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A questão da isenção dos vistos aos europeus  voltou ao Parlamento. Os partidos reafirmaram as suas posições no que diz respeito ao assunto, tendo agora o Governo também omitido a sua opinião sobre a questão. Os dois pontos de vista foram dados a conhecer através de duas declarações políticas.

 

O MpD, através de Emanuel Barbosa, enumerou o lado positivo da medida e o seu impacte na economia do país, tanto no turismo como noutros sectores.

“Cabo Verde precisa mais do que nunca de massificar o turismo, para depois o qualificar e interligar com a economia de forma efectiva e harmoniosa de forma que possa gerar mais receitas para os outros sectores”, explica Barbosa

Abordou também a questão da segurança, outra preocupação dos que têm criticado a medida. “No âmbito da segurança das nossas fronteiras, esta será reforçada. A isenção não é sinónimo de dispensa dos que aportam no nosso país. Este controle pode e deve ser feito noutro formato, aumentando e aperfeiçoando os padrões de segurança à semelhança do que acontece noutras paragens”.

 

Para o MpD, a meta final da medida é criar mais riqueza e mais rendimento para as pessoas.

 

Analisando o outro lado do prisma, “é entendimento do PAICV que o país precisa de saber se se trata de compromissos assumidos na costa dos cabo-verdianos e se se trata de exigências de países da União Europeia e do Reino Unido, ou se se trata apenas de um acto de mão diplomática furada, de oferta generosa de quem não leva em conta os interesses de Cabo Verde e as suas legítimas aspirações”, afirma João Batista Pereira.

 

A bancada do PAICV tem sido crítica em relação à opção do Governo e, neste sentido, pede ao Governo para clarificar a sua posição sobre o assunto exortando-o a discutir com a sociedade civil e os partidos políticos as soluções que preservam e salvaguardam os interesses do país. Para o PAICV, a negociação de isenção de visto seria uma oportunidade que não deveria desperdiçar para reclamar contrapartidas e complementa para melhorar as aspirações dos cabo-verdianos.

O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Elísio Freire, afirma que tomaram uma decisão “ousada porque acreditam em Cabo Verde e na capacidade dos cabo-verdianos de se articularem com o mundo. Sobre a questão da segurança afirma que o “país vai reforçar os níveis de controlo, o que não vai impedir ninguém de passar pela polícia e pelas fronteiras”.

Freire reforça ainda a ideia da aposta no turismo como sector estratégico de desenvolvimento do país, como forma de desenvolver outros sectores. E sublinha que para conseguir este objectivo, é importante que o país mantenha um nível de visitas superior ao que se verifica actualmente.

A UCID já tinha dado o benefício da dúvida em relação à medida e sublinha uma outra contrapartida que o Governo deveria procurar: “Consideramos que em todos o casos, o Governo deveria, neste processo, encontrar saída para as pessoas que queiram viajar para a Europa de férias para que também elas possam ter esta oportunidade”.

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